14 fevereiro, 2007

CARAS


Consegue identificar ?
Comente,...dizendo-nos quem é.
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CURIOSIDADES


AVISO
Se encontrar este postal no fundo do baú, vá guardá-lo no cofre.
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12 fevereiro, 2007

RENDA DE BILROS

................................................................
Uma industria local. E Villa do Conde ufana-se d´ella, com justificado direito e honrosa tradição.
Se por esse mundo em fóra-de Christo, como é costume dizer-se-ha industrias que surprehendem e encantam, que fazem abrir a boca e arregalar os olhos, pela forma do seu movimento e pelo que produsem, esta-a da renda de bilros-surprehende e encanta do mesmo modo, mas não faz abrir a boca nem arregalar os olhos; antes, pelo contrario, commove, entristece, provoca as lagrimas e amollece a gente n´uma piedade infinita, n´um dó attribulado, pois, todo o seu scenario simbolisa a extrema pobresa a tocar, constantemente, com as pontas dos dedos na extrema riquesa, sem conseguir agarral-a ou prendel-a a si..................................
ILLUSTRAÇÂO VILLACONDENSE-1910.

10 fevereiro, 2007

CURIOSIDADES


Três arcos do aqueduto, em ambiente campesino do Concelho de Vila do Conde, com a particulariedade de apresentarem, «janelas», na parte superior.

VILA DO CONDE-HISTÓRIA E PATRIMÓNIO.
Eugénio da Cunha Freitas.

(Conseguem situá-los?).
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O RIO


VILA DO CONDE.

São atraentes, inspirativas, as margens do seu Ave, que já na velha «Monarquia Lusitana», de Frei António Brandão, se dizia ser dos «rios mais alegres e capazes que há nas Terras de Entre-Douro e Minho».

Dezembro de 1948.
Pereira Júnior.
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06 fevereiro, 2007

O CARRO AMERICANO

(PARTE-2)

(Uma foto publicada na imprensa do Gró-Gró passando na Praça de S. João )

...Falando nos americanos , veio-me à lembrança o Gró-Gró.

Quem se lembra deste inefável monstro , a quem se chamava também o «focinho de porco»?

Pois em 1928 alguém se lembrou de transformar um dos americanos fechados num «autobus» , nem menos , para servir os utentes que se serviam do combóio e trazê-los da Estação para a praia.

Foi um alvoroço a sua aparição , pelo movimento e pelo barulho. Que barulhada infernal - cremos que a sua passagem se ouvia em toda a Vila.

Mas não durou muito a vida trepidante do Gró-Gró . Matou-o uma tragédia de que foi protagonista , que fez tremer e unir toda a população da nossa Terra , num momento de convulsões políticas gerais.

Transcrevemos uma nota de um dos nossos jornais locis de 11/9/28 : «Pelo meio-dia quando um menor de 9 anos , de nome Salvador , saía de uma mercearia à Praça de S. João , foi colhido pelo americano movido a gasolina , traçando-lhe as duas pernas . A ambulância dos bombeiros conduziu o infeliz ao hospital do Porto. O condutor foi preso até se averiguar da sua responsabilidade . Este americano anda por vezes com demasiada velocidade que o carro , linha e terreno não comportam , e nada nos admira se um desastre maior se venha a dar».

Talvez não fosse só esta facada que matou o «focinho de porco» , é possível que a sua rentabilidade fosse insuficiente para mantê-lo em circulação.

O que é facto é que este desastre abalou profundamente o nosso meio e o Gró-Gró deixou de ser motivo de galhofa. Morreu.

Mas aqui está a lembrar uma època da nossa Terra , a imaginativa nem sempre bem sucedida dos homens e um momento de viragem no nosso país , dividia em campos hostis que se enfrentavam ainda com vigor.

A nossa viragem foi o encontro e o cimentar de amizades que perduram , como aquela que nos une a tantos que não se zangarão por distinguirmos o Viriato Araújo Tomé e o Manuel Carvalho Paiva , com quem desde sempre andamos metido a lidar e a querer dar rumo significativo a coisas de Vila do Conde...E por onde andamos , deixamos pégadas , ainda que , quem as deixa , nem sempre recebe a compreensão dos seus conterrâneos , o que jamais nos afligiu , pois nem era nosso propósito nem pretendíamos colher benesses , apenas , dentro do possível , sermos úteis à nossa Terra. E porque a temos servido , sentimo-nos realizados , tal qual se pode dizer dos Americanos no seu tempo , que por terem sido úteis , são aqui lembrados.

Celso Pontes.(em SUPLEMENTO DO COMÉRCIO DE VILA DO CONDE).

04 fevereiro, 2007

O CARRO AMERICANO

(PARTE-I) Um dos mais velhos «americanos» , usados no Verão e sempre aos dias de feira: 3, 12, 20 e 27 de cada mês.
(fotografia do princípio do séc-XX).

Óh e ou ai!

Ou ai meu bem!

O carro americano

Vai p´ra Póvoa sem ninguém.

---------------------------------------------------------------------------(cantiga revisteira da época)

O que havia nesses tempos por esse estirão de caminho , hoje uma rua entre-cidades ?

Depois da escola dos Sininhos e da loja de ferragens e de ferramentas para agricultura do senhor António Ferreira , apenas a estação , com chamávamos ao casarão onde se recolhiam os carros e os cavalos comiam , eram escovados , secos e tratados , com uma casinha insignificante em frente. A seguir uma casa a bordejar a estrada em Alto de Pêga , mais duas pobres casas onde fica a Agros , duas lojas no ramal que vai para as Caxinas: Uma de vinhos com ramo de loureiro à porta da família Eusébio , e a outra de ferragens e oficina do senhor José Morais , Patriarca da família Morais , em Portas Fronhas;em frente a estas o edifício das «goelas de pau» onde se fazia a cobrança do imposto camarário , do lado sul , e do norte a quinta dos Carvalhos.

E dali até ao liceu , uma incaracterística fábrica de cortumes , quatro casas térreas e a casa do tio Zé. Sem falar do rego d´água que corria à borda do Liceu , do lado Sul , onde apanhávamos no seu lodoso leito e ervosas margens amuros , a que chamávamos cabeçudos , e sanguessugas , e que , para arreliar os nossos camaradas da Pòvoa , numa amizade que perdura até hoje , cada vez mais estreita , davamos-lhe o nome de rio da Póvoa de Varzim.

Mas tudo isto era um mundo , o nosso mundo , onde todas as aventuras eram possíveis , até jogar a bola num largo tão pequeno , com um cruzeiro ao meio , que pasmamos , ao vê-lo hoje , como tal era possível-o Largo de S. Braz. E as nossas levadas quando vínhamos em romaria à feira dos 20 de Janeiro , a dos namorados e das colheres de pau , e a mais próxima do 9 de Abril , onde vendíamos o simbólico capacete para os combatentes da 1. Guerra Mundial , a pedido do Major Napoleão , gaseado dessa guerra e nosso professor de ginástica.

Não é por saudosismo , dizíamos , mas para se ver melhor a evolução das técnicas e o desconforto de então para o compararmos com o que hoje possuímos.

Os meios de transporte eram estes e havia quem fizesse o trajecto à «pata» ; as instalações do Liceu carentes de tudo , menos de amor e solidariedade humana.

Que dedicados , competentes , sabedores , pedagogos , os Professores (com letra grande , claro) que tivemos , e que camaradagem entre alunos e a maior parte dos professores.

Que galeria extraordinária está a passar na nossa recordação!

CELSO PONTES.

02 fevereiro, 2007

PONTE DE RETORTA


Cliché de António silva (Porto)




(Tem um desenho semelhante à que se construiu em 1821 , entre Azurara e Vila do Conde)

Esta ponte , propriedade da «Companhia Rio Ave» , mas franqueada ao público , foi construída pelo Sr. Eng. Carlos Corte Real , em 1935 , a expensas da mesma Companhia , e é curioso , até , que , quando estava em construção , na mesma altura em que estava a ser construída a actual ponte da Trofa (ponte que substituiu a Ponte Pênsil) , uma ensecadeira desta última (talvez de uns 7 m de comprimento x 3 de largura) veio rio abaixo , e ao embater num dos pegões da ponte da Companhia , destrui-o por completo. Informou-nos o Sr. Eng. Corte Real que , entre 1880 e 1889 , a uns 100 m aproximadamente a montante da mesma ponte , existia outra , enquanto esteve em construção o edifício da Companhia.

Eugénio da Cunha e Freitas, (VILA DO CONDE -HISTÓRIA E PATRIMÓNIO).

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NOTA-Em Abril de 1962 , por altura de umas cheias , estava eu e meu avô Arlindo Moreira da Silva ,(Guarda Florestal ) nas traseiras da Estação Aquícola , quando nos alarmamos com o enorme ruído , dos troncos a partirem-se , para de imediato assistirmos ao desmoronamento da ponte (o que levou algum tempo) , e consequente viagem , rio abaixo.

José Cunha.

31 janeiro, 2007

PONTE DE PEDRA


( PONTE DAS NEVES )
Formosa Ponte das Neves , de alvenaria lavrada , com três arcos....ponte que uma cheia destruiu na madrugada de 11 de Janeiro de 1821 , após 28 anos de existência.
O local onde se encontrava o pègão do lado da vila , por esse motivo , tomou o chamadouro de Lugar da Ponte Caída.
Antes do desmoronamento da ponte de pedra e ainda depois de construída a ponte de madeira que sucedeu àquela , o trânsito , a partir da margem direita do Ave , em direcção ao Norte, fazia-se pela Rua das Hortas (que depois se chamou avenida Campos Henriques) e pela Rua de Santo Amaro , ladeando o monte de S. Francisco.
A Rua das Hortas , como ainda pode verificar-se , fora aberta na vertente do Mosteiro de Santa Clara , em ponto elevado , para não ser inundada pelas águas , em maré alta . .............
.......... A velha Rua das Hortas , depois de rebaixada , ficou a confinar , em curva , com a Estada Real , na que fora aberta sobre o aterro ali feito , o que antigamente não acontecia.
por HORÁCIO MARÇAL em (PARA A HISTÒRIA DE VILA DO CONDE).

29 janeiro, 2007

BACIA FLUVIAL



O antigo Mosteiro de Santa clara.
(Desenho pertencente ao Sr. Dr. José de Sousa Pereira)


Vila do Conde , outrora , na época em que o rio corria livremente pelos recortes sinuosos das suas margens , achava-se alcandorada em elevações rochosas , cujas bases mergulhavam nas águas do Ave.
Por esse tempo ainda não existiam as actuais Praças da República e de S. João , nem a Rua 25 de Abril , nem o Mercado , nem tão-pouco o leito da Estrada Nacional , porquanto todo este espaço -embora custe a acreditar- estava tomado pelo rio , que embatia , em marés altas , nas pedras que limitavam a Rua e Travessa do Lidador , a Rua das Hortas , a Travessa e Calçada de S. Francisco , atingindo os terrenos baixos das Ruas de S. Francisco dos Milagres , das Donas e de Trás da Matriz ou Campo de S. Sebastião.
Quer dizer: o espaço contido entre a encosta do monte do Convento de Santa Clara , o Campo de S. Sebastião (onde está agora o Mercado) , a Igreja Matriz e a Rua do Lidador , era constituído , nas marés baixas , por areia , lodo e poças ; e , nas marés altas , pelas águas do rio , que se espraiavam para além do sítio onde hoje permanece o Mercado.
Esta espécie de bacia fluvial , servia para varadouro dos barcos pesqueiros.
Era assim , tal e qual como referimos , a topografia da vila neste ponto da margem direita do Ave.
Depois com a construção do cais ( por enroncamento com estacaria e pedra solta nos fundamentos ) , entre as Lavandeiras e a embocadura da Rua das Hortas , Vila do Conde cresceu bastante para a banda do sul.
Com esta obra e respectivo aterro , surgiram o Largo do Terreiro , a Rua da Praça de São João e um espaçoso terrapleno por trás do adro da Matriz , nos baixos do qual ficaram a efectuar-se feiras de hortaliças , frutas e legumes , feiras que deram ensejo à construção do actual mercado.
Pelo Norte e pelo Poente , construíram prédios na parte aterrada , bem como a estrada que dava início , pelo meio dos ditos prédios , ao caminho novo que estabelecia comunicação com o Norte do país , prosseguimento da Estrada Real , que partindo da cidade do Porto , terminava junto à ponte de madeira , ùnica transposição sobre o Ave , entre Azurara e Vila do Conde.


suplemento do JORNAL DE VILA DO CONDE.
(PARA A HISTÓRIA DE VILA DO CONDE).
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27 janeiro, 2007

HOMENS DO MAR



O local onde está implantada a Capela do Socorro, não há dúvida que é um dos pontos mais turísticos da nossa Cidade, e o de maior agrado-hà bastantes anos atrás...- da nossa classe piscatória, a qual, diáriamente, ali se reunia para conversar sobre assuntos do seu interesse, estudando as alterações do tempo e os movimentos do mar.
Era aí, no lugar de Trás-da-Torre, ou dos Assentos, como também era conhecido, que os pescadores se juntavam nos seus momentos de descanso. E diziam dos Assentos, por nele existir uma série de «bancos» de pedra, trabalhada, naturalmente saída dos flancos do promontório que era a rocha escarpada do Socorro, ao correr de uma muralha pequena, que servia,muitas vezes, de resguardo às frequentes nortadas.
Em tempos ainda muito recuados, este local era bastante frequentado pelos pescadores de mais modesta categoria, sobretudo quando chegavam os barcos de pequeno tráfego, os típicos fanequeiros.
É a chamada, actualmente, pesca artesanal...

...Porque a grande maioria dos moradores da Rua do Socorro, e das áreas que lhe ficam junto, era constituída por pescadores-gente que vivia exclusivamente, da dura faina da pesca.
Conhcemos, e convivemos, com alguns deles. Gente rude, mas séria, de conduta irrepreensível. Desaparecidos, já, do número dos vivos, alguns dos seus descendentes conservam, ainda hoje, as curiosas alcunhas dos seus progenitores.
Eram os Catrinos, os Caniçadas, os Marós, os Pátiagos, o velho Xico Manco (pai dos Granjas-o Zacarias o Zé e o Manuel, que foi jogador do «Rio Ave», os dois últimos vítimas de naufrágio), os Vinagres os Migas, os Lourenços, o Ti´João Bicho, o António da Justina, e ainda outros, de que já não recordamos os nomes...
A alegria-ruidosa, mas ordeira-com que esses valentes homens do mar festejavam o seu regresso da labuta diária, quando a «safra» corria bem, é evidente, numa das «vendas» que mais fama tinha na nossa terra: a da Ti´Glória do Zacarias, que fazia frente, também, para a Calçada de Santiago...
Não há dúvida: os ventos ( e os tempos ) mudaram...

em PARA A HISTÓRIA DE VILA DO CONDE.
Carlos Ouvidor da Costa.

25 janeiro, 2007

ARMAZÉM DE RETÉM




VILA DO CONDE-1906





Encostada ao elevado rochedo do Socorro, existiu, noutros tempos, uma moradia com armazém de retém, por baixo.
Do seu lado poente, por Detrás-da-Torre, existia uma Rua apertada, junto da muralha da Doca até à extrema da Calçada de Santiago.
A meio dessa rua, entre os muros das casas da Calçada, e a casa edificada junto à rocha do Socorro, havia um escadório talhado na própria pedra, em dois lanços, de acesso à Capela do Socorro e ao largo fronteiriço ao mesmo.
O patim entre os dois lanços, servia de entrada para os altos da casa-armazém que era, também, de habitação. Nela residiu, em tempos recuados, um indíviduo de nome REIS, com o apelido de «Ramalhão». Nesta casa se reuniam, à noite, os fidalgos residentes na (então) vila, para palestrar, jogar e beber...
Para alargamento do antigo Largo de Trás-da-Torre e da Rua entre este Largo e o do Cidral (ou da Bajoca) destruiram as casas e os armazéns, bem como o escadório de acesso à capela, que se encontrava muito arruinado. Tal era o seu estado, que impedia, até, o trânsito por aquele local.
E a Doca, que lhe fica quase junta, era atravessada, anteriormente, por uma ponte de madeira, Agora, é de cimento armado, tem escadas duplas, salientes, ligadas entre si pelo cimo da muralha do cais (uma de cada lado) e uma rampa cental, bastante espaçosa, a qual serve para encalhe de embarcações.
É um bom e seguro refúgio para barcos de pesca, em ocasiões de cheias, ou mesmo de fortes correntes do rio.


Carlos Ouvidor da Costa
em(PARA A HISTÓRIA DE VILA DO CONDE).
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23 janeiro, 2007

MARIANTES

Fotografia de Carlos Manuel.

Anda ìntimamente ligada à história da vila a história do seu povo. Ptolomeu refere-se, mais de uma vez, ao «flumen Avus» e à sua foz. É de crêr que tivesse sido conhecido dos fenícios, em demanda do ouro dos Casseterides. Como quer que seja do que não resta dúvida é de que, nos princípios da monarquia, já o porto de vila do conde tinha bastante movimento. Das inquirições de 1252 se depreende que armava naus de 60 pinaceas-navios de pesca e comércio internacional e de cabotagem.
Os estaleiros de vila do Conde e Azurara foram-se progressivamente desenvolvendo. Em Èvora, em todas as cortes os homens bons da vila iam reclamando benfeitorias. Pinaceas, berineis, naus, caravelas, galeões, barcas, construiram-se em larga escala.
Principalmente desde D.Fernando, essa indústria foi-se intensificando de tal modo, que na alvorada das descobertas marítimas era desta laboriosa «Ribeira das Naus» que saíam a maior parte, e as melhores naus e caravelas da carreira da Índia. O grande geógrafo Reclus afirma até que «lors des grandes expeditions de découvert qui ont ilustré le Portugal les meilleurs bâtiments etaient, ceux qu´avaient construits les charpentiers de Vila do Conde».
A madeira de sôbro e de pinho vinha das redondezas. Na própria vila existia uma importante indústria de cordoaria e de panos para velas, traquetes treos, etc.. Os panos de Vila do Conde eram os únicos que rivalizavam com os de Anvers...........................................

em (MARINHEIROS E MARIANTES DE VILA DO CONDE).

21 janeiro, 2007

AS DUAS PONTES


Fotografias de Carlos Adriano

Ponte de madeira, provisória, mandada construir para dar passagem a piões e carros, durante a reparação que aquela (a metálica) sofreu entre os anos de 1929 e 1932.

em VILA DO CONDE-HISTÓRIA E PATRIMÓNIO.
Eugénio da Cunha Freitas.

19 janeiro, 2007

NAUFRÁGIO DO " S. RAFAEL".

Primeira fotografia depois do naufrágio

Fotografias de J.Adriano

OUTUBRO -1911

Sabbado, seis da manhã, tres tiros de canhão despertam a calma população de Villa do Conde.Para quem conhece um pouco as vozes que veem do mar um naufragio era evidente.E só um navio de guerra podia impetrar socorro assim, syllabando a pequenos espaços compassados o significado da sua agonia.Atravez da barra do Ave, rio de suaves paysagens e de poeticos encantamentos,uma grande fita iluminada se estendia, como uma renda aberta,deixando coar uma luz extranha, mais viva e perfurante com a luz electrica.
............Do alto da Azurara, que era o nosso miradouro, àquella hora, o coração atribulado pela grande e formidável voz que pedia socorro, e que é horrível escutar quando não está na força humana esse socorro, descortinava-se agora, quasi limpo, o espantoso espectaculo.
............O vapor callara-se; como que esmagado em face da fatalidade,........em dois ou tres movimentos bruscos, na adiça da mezenna, um pavilhão firmou-se, esticado pelo vento.
Verde e vermelho! Era pois a patria que chorava adentro d´aquelle vapor!
..............Bendita seja a alma portugueza!...encharcadas d´agua, fatigadas da marcha pela areia, fustigadas pela flagellação da ventania, as populações de Villa do Conde e da Póvoa n´uma ancia de virtude, como jamais presenciamos, acudiram precipitadamente à salvação dos aflitos.


Bendita seja a alma portugueza.

Emygdio D´Oliveira.
em Illustração Villacondense.