17 novembro, 2009

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A paisagem do Ave, gozada sobre a ponte, é deveras encantadora. Uma vaga emoção pantéista, forte como a mais fecunda das seivas parece inundar o nosso espírito ao receber as impressões da água que além salta na pedra dos açudes, e se estende em toalha até à orla do mar; de vegetação opulenta, que veste ambas as margens; de luz vibrante e alegre que parece beijar amoravelmente, carinhosamente, as edificações majestosas e os casais humildes; a mar azul como as safiras, e a areia fulgente de oiro; o rio, sinuoso e brando, e as árvores que sobre ele se debruçam.
(José Augusto Vieira)