19 novembro, 2010

ADORNO HUMANO


Recordam este dia? Quanta alegria ............
Neste primeiro 1 de Maio, pela primeira vez nos juntamos em LIBERDADE, e o local foi o de sempre, em frente á Câmara.
A publicação da última fotografia, deu-me a "deixa" para hoje vos mostrar esta.
Lembram-se dos nossos rostos neste dia? Riamo-nos uns para os outros (os mais novos julgarão que é mentira), saudavamo-nos, como antes nunca tínhamos feito, enfim, tínhamos esperança.................!

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(clique na imagem para a ver aumentada)

Posted by Picasa

6 comentários:

Anónimo disse...

Sim!
QUANTA ALEGRIA, neste 1º de Maio.

Tal como o Carioca da Vila diz:
«Riamo-nos, saudavamo-nos, como antes nunca tínhamos feito.
Enfim, tínhamos Esperança!».

...Até que um dia,
Vieram os Abutres,
Tomaram o poder,
Encheram a Pança,
E lá se foi a Esperança...

a) Cereja
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José Guedes disse...

Seria profundamente injusto não reconhecer que, apesar dos erros cometidos, Portugal é hoje um país muito melhor do que era em 1974.

Faria Correia disse...

O 1º de Maio de 1974 foi um dos feriados mais emblemáticos da Revolução dos Cravos. Marcou a consolidação da mudança de regime.
Depois o Povo esmoreceu, ou melhor, acomodou-se convencido, como estava, que "Fascismo" nunca mais; só que, os "sudadores" da força de trabalho voltaram, ou tiveram testas de ferro que subverteram e, tomaram conta do poder. Hoje, à sombra da Democracia, governam Portugal de mãos dadas com um Capitalismo mais
feroz. Para além disso, o conluio entre os Políticos e os Homens do Dinheiro é deveras incontestável. Para se elevarem em face dum Povo completamente ignorante em política, enveredaram por um correpio de Despesismo, delapidando o erário público. O sistema está montado e até as Autarquias lhe seguem o exemplo.
Agora quem paga não são eles ou o erário delapidado; é o Povo com impostos gravosos e taxas que nunca mais acabam. Isto a continuar assim...só nos falta ser escravos.

fangueiro.antonio disse...

Boas.

Totalmente de acordo com o Faria Correia. Durante o Estado Novo, julgo que se sabia contra o que se lutava, mas hoje, à sombra dessa democracia que já "não oprime", ficamos sentados em frente à televisão à espera de "notícias melhores" e um pequeno grupo de poderosos lá vai esfregando as mãos, pois a corrente é comandada por eles.
Não vivi o tempo do Estado Novo, mas não me venham dizer que era tudo mau, qual cliché mais batido e areia para os olhos. Eram outros tempos, outro Portugal e outro mundo com outras políticas, aliados, não-aliados, etc, etc. Perguntemo-nos por exemplo porque não "sofremos" directamente com a II Guerra Mundial. Eu vivo na Polónia e todos os dias a II Guerra Mundial / Comunismo está nos media, mediante o que cá se passou. São impressionantes as marcas que ficaram neste povo. Que marcas temos nós dessa guerra? E se as temos da Guerra Colonial, essa é outra conversa, para outra altura.
Hoje a realidade é a que temos, com soberania algo dúbia, sectores de trabalho extintos (que prosperavam no Estado Novo), enfim, há que aguentar e digam o que disserem, o povo é responsável, pois tem direito de voto. Antigamente não havia esse direito. O povo é tão responsável que metade fica em casa sempre que há eleições. Por vezes quer-me parecer que as pessoas não querem escolher líderes. Querem é que "exista" um líder que lhes proporcione estabilidade (felicidade?). Como ele aparece... não interessa. Cada vez mais se discute se a Democracia é realmente o melhor sistema, mas como sempre, a humanidade vive de ciclos e nunca nenhum se mostra o ideal. Depende dos "gostos" de cada um e como tal, "o que é bom para ti, não será para mim".

Atentamente,
www.caxinas-a-freguesia.blogs.sapo.pt

rouxinol de Bernardim disse...

Esta fotografia é de facto memorável. Ali estive e com um cartaz que dizia: «QUE JAMAIS MURCHEM ESTES CRAVOS!»
De facto, correndo o risco de ser apodado de «reaccionário» (como esteve em voga algum tempo depois...) os cravos murcharam cedo demais...
Não está em causa a democracia - que é melhor que a ditadura, sem dúvidas- , o que está em causa é esta caricatura de democracia que permite um sem número de atropelos levando ao esvaziamento e à vacuidade.
Quem critica é apodado de «maledicente», quem vê e aponta os vícios que vão desembocar na injustiça social mais desbragada, com a riqueza distribuída por uma minoria que controla os cordelinhos da macroestrutura jurídico-política (banca, grandes empresas da construção, grandes magnatas da finança), sendo a grande maioria lançada numa pauperização acelerada, é acusado de insultar ou atentar contra a honra e bom nome das instituições.

A justiça não cumpre a função moralizadora (nem regeneradora...) que lhe deveria ser apanágio e imagem de marca. Faz vista grossa, peca por omissão, cai no laxismo cúmplice.

Os media são ferreamente controlados: quer pela banca, alma-mater do sistema, quer por magnatas da construção que a usam como abre-latas do poder autárquico.
Enfim, resta a blogosfera, onde vão aflorando os sentimentos profundos de um povo injustamente martirizado, de um «Portugal profundo» que não se revê na procissão do poder reinante,que não alinha pelo diapasão instalado...

Enfim, Maio (agora o vinte e oito...) está cada vez mais próximo, dada a insustentabilidade económico-financeira deste regime. A opulência de uns, a megalomania festivaleira de outros e o lavar de mãos da justiça, deram nisto.

Mais tarde ou mais cedo virá a «cura», dolorosa e imprescindível. Oxalá não leve com ela a própria democracia...

J. Leite de Sá

Anónimo disse...

Foi nesse 1º de Maio, ou no seguinte, que o Dr. Orlando Taipa e outros então apodados "fascitas",só porque não seguidores de Marx..., foram corridos da manifestação?
Ah! Mas como pode ser falacioso comparar o Portugal de hoje com o de há 30 ou 40 anos: e a Espanha, e o Brasil, e o Chile , e muitos outros países que também suportaram ditaduras?