12 fevereiro, 2010

- A GRAVETA -
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No último post, e no texto de MARIA TERESA DE M. LINO NETO, vimos que ela fez referência á "graveta", e prosseguindo a leitura do livro, ela escreve mais adiante:
As cachineiras espalham o sargaço ao sol, com o auxílio de uma graveta.
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NOTA - A autora do livro, diz a determinada altura, que escolheu como informadores principais para a escrita deste livro, a « ti Oliba da Bartalina » e o « ti Juquim Cantrão », verdadeiros tipos cachineiros: ela alegre, viva e desempoeirada; ele, triste, de poucas palavras, mas bondoso. Um e outro analfabetos, não ultrapassando os trinta e oito anos.
Na próxima postagem, continuarei a " ler-vos " este livro, o que irá acontecer dentro de três a quatro dias, e entretanto, tenham um bom Carnaval.

4 comentários:

Anónimo disse...

a «ti Oliba da Bartalina» e o «ti Juquim Cantrão»,... Um e outro analfabetos, não ultrapassando os trinta e oito anos.

obrigado por nos deitar abaixo, nunca me senti tão velho antes dos 40. boa oportunidade para ouvir o paco.


ah

Anónimo disse...

A GRAVETA, E A UNIVERSIDADE DA VIDA
A verdade, verdadinha, é que muita
desta gentinha, com o seu analfabetismo, por vezes era muito mais culta do que tantos outros desta nova Era que hoje vivemos, com estes cursos do 9º e 12º ano, chamados de Novas Oportunidades, feitos à pressão, só para as estatísticas da União Europeia, ou como o nosso povo costuma dizer: ...«para inglês vêr».
Obviamente, que não há regras sem
excepção.
Portanto, muito respeitinho pelos
analfabetos!


Quanto à continuação da leitura, do
livro da irmã M.Lino Neto, congratulemo-nos, sobretudo aqueles
que não terão tempo de o buscar na
Bibliotéca Municipal desta Vila.

Quanto ao bom Carnaval, com o frio que
está, bom é para quem tem muito dinheiro
para ir pró Brasil.
Perceberam?...

a) Cereja

Anónimo disse...

"Portanto, muito respeitinho pelos analfabetos!"
não sei se é para mim. mas o que pretendi dizer foi que tratar alguém com 38 anos por "ti" é deixar-me envelhecido, eu que estou quase nos 40.

por isso digo: boa oportunidade para ouvir o paco (a ternura dos 40)
eu sei que são outros tempos, outros tratamentos, outro respeito.
mas nos dias que correm não imagino-me tratar alguém com cinquentas por "ti"

os ciclos da vida, ou as voltas ao sol, podem ser os mesmos e terem a mesma duração mas actualmente somos mais novos, mais conservados quando nos comparamos com alguém com a mesma idade que viveu há uns 50 anos atrás.

citei apenas a autora sem intenções de achincalhar as habilitações da ti oliba e do ti juquim que trata respeitosamente duas pessoas com 38 anos por “ti”.


ah

Anónimo disse...

Obviamente que, neste contexto,
quando se diz «o ti» ou «a ti», queremos dizer o tio ou a tia fulana de tal.
Portanto, este termo característico
da nossa região, que até significa
um certo carinho pela pessoa em
referência, de forma nenhuma será
sinónimo de velho, e muito menos
de «nos deitar abaixo». Até porque há tios mais novos que os próprios
sobrinhos...
Bom Carnaval pra todo o pessoal!

a) Cereja