
PRESÍDIO MILITAR.
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... O Castelo, que ainda há poucos anos servia de presídio militar, tendo uma reduzida guarnição composta de alguns reformados do exercito, conforme se lê a pág.44 de OS CASTELOS DE ENTRE DOURO E MINHO, por Humberto Beça, hoje apenas tem um soldado de artilharia, reformado, que é o encarregado pela Camara Municipal de Vila do Conde - a quem o castelo está entregue - de olhar por ele.
Mas olhar pelo quê?
As muralhas estão muito arruinadas, crescem-lhes os cardos, os tojos, as silvas e as hervas;
As casas do governador e do pessoal da guarnição estão a cair;
A capela desapareceu; só restam vestígios;
A porta falsa ou da traição foi tapada a pedra e cal;
A ponte levadiça foi cortada;
Um dos baluartes - o da frente , do lado esquerdo - foi arrazado;
O mastro semafórico para nada hoje serve;
A fortaleza não tem hoje uma só peça de artilharia;
Os fossos, que havia no sopé das muralhas, já hoje não existem.
A corôa, que encimava as armas reais foi mutilada e o castelo está muito soterrado, sendo enorme a acumulação de areias, hervas e entulho que se veem em volta dêle.
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E é este o lamentável estado em que se encontra tão interessante monumento, que bem pode hoje considerar-se - uma simples.
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RECORDAÇÃO DO PASSADO.
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Extrato do publicado na Renovação de 1943, por Eduardo de Campos e Castro (Carcavelos)
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Nota - O indivíduo que vemos na foto, não sei se corresponde àquele, de que o texto nos fala.