18 outubro, 2010

A MINHA TERRA ...

(clique na imagem, para a ver aumentada)
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É UM DETONADOR DE EMOÇÕES.
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15 outubro, 2010

NOS ANOS VINTE ...


CIRCULAVA-SE PELA ESQUERDA EM PORTUGAL.
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Dias atrás, um comentador fez uma observação sobre uma notícia que tinha saído no JN, pois tinha reparado num engano, numa legendagem, pois atribuía a imagem acima a Viana do Castelo.
O "Cereja"fez o favor de me fazer chegar a página em que se encontra a foto e texto, e nele podemos ler que estamos vendo o Capitão Frazão a ser fotografado na ponte à saída de Viana ( é aqui que reside o engano, obviamente ), por ocasião do Circuito Hípico de Portugal em 1925.
Bom, ... quando vi a foto, que desconhecia, causou-me estranheza a posição do carro, e fiz uma pequena pesquisa, e dela vos vou dar conta.
Séculos atrás, os cavaleiros cruzavam-se pela esquerda, pois assim a mão direita estaria livre para desembainhar a espada, e com o aparecimento do automóvel (primeiro com as carroças, coches etc.) as coisas continuaram assim, mas em 1794, em Paris, introduz-se oficialmente a regra da circulação pela direita, à qual, um ano antes , a Dinamarca já tinha aderido.
Um pouco mais tarde, com as Invasões Francesas, a "moda"ia-se "pegando", mas a Inglaterra, o Império Austro-húngaro e Portugal, só vieram a aderir (excluido a Inglaterra) após a Primeira Guerra Mundial".
Curiosamente, havia países que tiveram os dois sistemas, como por exemplo a Espanha, em que havia zonas em que se circulava pela esquerda, e noutras pela direita.
A notícia do jornal, diz que o Cicuito Hípico, fez 85 anos em 2010, logo, a fotografia acima será de 1925.
É, portanto, uma muito curiosa foto, e documental também.
Agradeço ao (ah) ou (ha) a observação, e ao "Cereja" o cuidado que teve em me ter feito chegar às mãos, a página da revista que continha a notícia.

13 outubro, 2010

VILA DO CONDE NUA.

Em Vila do Conde, por esta época (anos 40/50 ? ), ainda não tinha acontecido a explosão urbanística que mais tarde, a partir da década de setenta, viria a acontecer.
Se focalizarem a imagem delimitada pelo traço vermelho, difícilmente reconhecerão o local, mas, tendo como referência a Capela do Socorro, depressa nos colocamos no exacto sítio em que estaria o fotógrafo.

11 outubro, 2010

CURIOSIDADES.

Curiosamente, a fotografia mostra-nos a data em que foi tirada, 1938 ou 1939, e podemos ver que por esses anos a erosão verificada nestas rochas no leito do rio, que mais não são do que vestígios da Ponte de Pedra ou Ponte das Neves ( século-XIX- 1793-1821 ), ainda não se tinha feito sentir como hoje a vemos, havendo ainda pedras soltas.
E, podemos ver também, que a rua que vai para o Monte, ainda aqui não se vislumbra.

08 outubro, 2010

A VARANDA.




Esta sim!
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Teria honras de Teatro, e reparem como é belíssima em seus pormenores. Está um pouco escondida, e como está recuada em relação ao passeio não a captamos devidamente.
Quanto ao engano na mensagem anterior, ele só é detectável se compararmos as duas fotos, logo, quem não possuir velhas fotografias, difícilmente saberá qual a varanda.


CURIOSIDADES.


Quem sai da rua Rainha Dona Leonor, ao entroncar na rua Cunha Araújo, olha para um amplo edifício que, no primeiro piso, tem sete janelas. São o que resta da magnífica frontaria do célebre Teatro Afonso Sanches.
Já não existem essas aberturas imponentes que rematavam em arco de volta inteira. E também não existe, ao meio da fachada, uma lindíssima varanda do tempo áureo da arte do ferro forjado, em Vila do Conde.
Exactamente a varanda que adorna a casa que foi de Serafim Ramos, médico ilustre, na rua João Canavarro.
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FONTE - Blogue do -ATENEU DE VILA DO CONDE-

07 outubro, 2010

AINDA O FLUVIAL.

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Procurei notícias do Fluvial em 1887, mas não encontrei. Mas, coisa curiosa, vi a notícia que o "CLUB RIO DOURO" veio a Vila do Conde realizar umas regatas, mas sem mencionar o Fluvial.
Terá sido a realização desta regata, que veio despertar os Vilacondenses?
Alguma coisa terá acontecido ao longo desse ano de 1887, pois em 1888 já há referências aos sócios do Clube.
O Fluvial terá nascido um pouco como o Ginásio, pois já tinha sócios, mais tarde estatutos até, mas não estava devidamente legalizado.
Assim acontece com o Fluvial, há referências em 1888, criam-se os estatutos por Cunha Reis em 5 de Dezembro de 1905, mas em rigor, nasce em 1906, pois só em 11 de Abril desse mesmo ano, é que vê os seus estatutos aprovados pelo Governador Civil do Porto.
Mais uma "coisa" curiosa para adicionar á nossa sebenta. (como sabem, gosto deste nome -sebenta- pois aqui não há o rigor da escrita, dado que me limito a ler o que está "escondido" em velhos jornais, e disso vos dar conta)

06 outubro, 2010

CINQUENTENÁRIO.


Não, não se trata de "Centenário", mas provávelmente de um -Cinquentenário-, pois deverá ter sido há cinquenta anos que estes atletas experimentaram pela primeira vez os velhos "yole".
Vi a notícia no "Jornal de Vila do Conde" de 30/10/2010, e com o título "REMO EM FESTA" , e tive pena de estar ausente, pois também fui um dos rapazes que passaram por essa escola, que é sem dúvida, o CLUBE FLUVIAL VILACONDENSE.
Terá sido um dia memorável, pois estiveram presentes antigas tripulações, e a mais representativa, terá sido a primeira a conseguir um título nacional, constituída por Américo Magalhães, Manuel Lima, Eduardo Fraga e Lino Samuel, e uma outra, constituída por Manuel Costa e António Costa (irmãos Adolfo) e Óscar Rodrigues (timoneiro), esta última equipa, a passar já os setenta anos.
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P A R A B É N S F L U V I A L.

04 outubro, 2010

O SÍTIO.

A mensagem anterior não ficaria completa, sem mostrar o local sobranceiro ao mar, de onde o Carlos Adriano terá tirado a foto que vos mostrei, e de onde os pescadores desportivos, lançariam as suas linhas, na busca de algum peixe.

ENVELHECIMENTO.


A fotografia de cima é espectacular. Reparem na incidência da luz, e quem gosta de fotografia, sabe que nada disto acontece por acaso.
Certamente, é uma foto de Carlos Adriano, um artista, sem dúvida.
Mas, o que aqui queria mostrar, principalmente aos mais novos, era este passadiço que dava acesso a uma zona mais larga e arredondada, que servia para os pescadores desportivos se aproximarem mais do mar, em relativa segurança.
A segunda foto, tirei-a dias atrás, para que possamos constatar a força do mar, e obviamente o passar dos anos.
Recordo que, pelo menos nos anos cinquenta ainda se podia ver este espaço, mais ou menos como nos mostra a figura de cima, embora aqui e acolá, já lhe faltassem alguns elementos.

01 outubro, 2010

DISSIMULAÇÃO.

(clique na imagem para a ver ampliada)
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Esta imagem é uma ampliação da fotografia anterior, e nela estava escondida uma outra informação.
Reparem que, sensívelmente no meio da foto, onde antigamente seria o Hotel de que aqui já falamos, e posteriormente a Pensão das Forbes, vemos escrito - RANCHO DAS RENDILHEIRAS - , e procurando junto do senhor Carlos Pontes alguma informação, disse-me ele que efectivamente, este local, foi um dos cerca de vinte locais por onde passou o Rancho das Rendilheiras do Monte, para realizarem os seus ensaios.
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29 setembro, 2010

PROCISSÃO DO SENHOR DO BONFIM.


Esta procissão, do SENHOR DO BONFIM, que aqui vemos vinda da rua das Hortas (5 de Outubro) e em direcção à ponte, curvava, exactamente aqui, para o Terreiro.
A procissão, saía da Capela do Senhor da Agonia, de cujo zelador era o nosso conterrâneo, " JOÃO POUCA SORTE" .

27 setembro, 2010

(clique na imagem para a ver aumentada)
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A TORRE DO MONTEIRO.
Terá sido daqui, certamente, que Carlos Adriano obteve a última fotografia que vos mostrei.
Reparem, está logo atrás da casa do Sub-Mosteiro, e notem que, se um fotógrafo se colocasse a meia altura desta Torre, estaria na perspectiva , (ou ângulo) para tirar a foto.
Já aqui a mostrei, no dia 1 de Junho de 2009 (na janela que podem ver acima, escrevam TORRE DO MONTEIRO, e cliquem na lupa, e assim serão levados para uma página em que verão esta fotografia, mais envelhecida, mas a mesma). Vejam os comentários, será interessante também, pois além do que se escreveu então, nada mais sei acrescentar. Mas esta, se aumentada, é melhor, dado que vemos mais pormenores; reparem que não vemos a passagem por baixo da ponte, e a rua dos Pelames a "bater" na rua das Hortas, é interessante, não acham?
Estas casas na rua dos Pelames (e não Plames, como lá esta escrito), deverão ser muito antigas, talvez anteriores à rua que lhe passa acima, pois, como o nome indica, pelames são tanques ou pias onde se submergiam as peles em água e cal para as macerar e retirar o pêlo, e assim, leva-me a pensar que esses tanques estariam ali próximos, e talvez ao mesmo nível das casas.
Mais uma vez, não tenho a certeza do que vos escrevo, mas fica aqui - em sebenta - o meu parecer.
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17 setembro, 2010

ENIGMA MUDO.

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Durante uns dias vou estar ausente, estarei de férias e faltarei aos nossos encontros, mas lá para o dia 27, encontrar-nos-emos na "mesa" do costume.
O enigma é o seguinte : Onde estará o fotógrafo quando tirou esta fotografia ?
Os mais assíduos e atentos a este nosso espaço, deverão saber, pois já aqui foi mostrado o local.
Bom .... até já !

15 setembro, 2010

Esta primeira fotografia, a de cima, leva-me, penso eu, ( olhando para as vestes das senhoras e para a primeira protecção sobre o rio ) , para os anos vinte. É antiga, pensamos nós, e que dizer desta segunda ?
( A PRIMEIRA FOTOGRAFIA DO MUNDO ) - Por volta de 1826.
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Separam-nos quase duzentos anos, o ano em que vivemos, e o momento em que foi obtida esta fotografia.
Pois foi no ano de 1826, em que Joseph Nicéphore Niépce (1765-1833) , recobrindo uma placa de estanho com betume branco da Judéia que tinha a propriedade de se endurecer quando atingida pela luz, e expondo uma dessas placas durante cerca de oito horas na sua câmera escura, fabricada pelo óptico parisiense - CHEVALIER -, conseguiu uma imagem do quintal de sua casa.
Sendo considerada pelas autoridades na matéria, como " A PRIMEIRA FOTOGRAFIA PERMANENTE DO MUNDO ".
Foi baptizada por ele, Niépce, como - heliografia - (gravura com luz solar) .