20 agosto, 2010

- 1973 -


Fotografia obtida no Ferrol, por ocasião da atribuição do nome "Vila do Conde" a uma artéria dessa cidade.
A senhora em primeiro plano, é a mãe do actual presidente da Junta de Retorta, senhor António Castro, e num plano intermédio vê-se um jovem segurando uma viola, que é o senhor José Saraiva (proprietário desta foto), vestido com o traje do rancho da Praça.
Este "namoro" entre Vila do Conde e o Ferrol, começa em 1935 com a deslocação do rancho das Rendilheiras da Praça, por ocasião das festas do Trabalho. Os contactos foram se mantendo entre as duas cidades, apesar dos anos que se seguiram a 1935, terem sido muito conturbados.
Depois da atribuição do nome de Vila do Conde a uma rua do Ferrol, que se terá passado em 73, nos dias 26 e 27 de Maio, segue-se Vila do Conde a atribuir o nome de uma rua á cidade do Ferrol, que por essa altura era a rua "Ferrol Del Caudillo", hoje - Avenida do Ferrol -, celebrações essas ocorridas nos dias 23 e 24 de Junho do mesmo ano.

18 agosto, 2010

Em Santa Clara.

Tinham decorrido já alguns anos, até que esta foto cristalizasse este momento, em que eu também brincava nestes campos de Santa Clara.
Esta fotografia data de 1972, e mostra-nos um grupo de rapazes vivendo um momento de alegria. Vou mencionar os seus nomes, para que melhor os identifiquem.
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Da esquerda para a direita :
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1 - Carlos Barreto.
2 - Clemente.
3 - António Viana.
4 - Agostinho Campos.
5 - Artur Bonfim.
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Esta pessoa aqui referida com o número "5", e que se chama Artur Bonfim, é filho do nosso querido conterrâneo, Artur do Bonfim, e conta-me ele que tinha duas alcunhas ; a do "Passarinho", e a "O chumbo".
Antigamente, ou antes, há poucos anos atrás, era costume os rapazes terem esta ou aquela alcunha, mas penso que hoje isso já não é habitual, .... talvez fruto das brincadeiras que hoje praticam ( ou da ausência delas ).

16 agosto, 2010

" PRINCESA DA PÓVOA "

No verso desta fotografia, está escrito o seguinte :
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1958 - Barco "Princesa da Póvoa " de João Rodrigues Moreira, e também está assinalada a matrícula (penso que é assim que se chama), que é : PV-16-C .
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Estas fotos devidamente datadas, considero-as uns autênticos documentos, pois temos em rigor o que se passava em determinada época.
Reparem na zona ribeirinha do lado de Azurara, ainda sem aquele casario que hoje vemos, e assim, podemos com certeza, dizer que em determinada altura, este ou aquele aspecto da paisagem existiria ou não .

13 agosto, 2010

MERECIDO DESCANSO.


Talvez uma das mais extraordinárias virtudes da fotografia, seja a sua capacidade de captar um instante em um rosto.

11 agosto, 2010

Novamente o CANAL DA BARRA, mas agora lindamente emoldurado.
Talvez pelos mesmos anos em que a fotografia é tirada, pode-se ler em "A RAZÃO" de 3-7-1901, e respeitante à Memória que aqui vemos representada em primeiro plano, o seguinte :
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Entre o castelo e a capela de Nossa Senhora da Guia, vê-se na praia uma pirâmide que comemora a chegada da esquadra do senhor D. Pedro IV duque de Bragança, no dia 8 de Julho de 1832, e o desembarque de Bernardo de Sá Nogueira, depois marquês de Sá da Bandeira, enviado pelo imperador como parlamentário ao brigadeiro realista José Cardoso que se achava a pequena distância com a sua brigada, convidando-o para se unir aos defensores da liberdade e do trono de D. MariaII ......................
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Transcrevi um pequeno excerto, e actualizei a ortografia.

09 agosto, 2010

REFORMA ORTOGRÁFICA.

Dias atrás, dizia eu que as corridas de cavalos talvez se tivessem realizado antes de 1911, pois estava a basear-me no acordo ortográfico, mas, lendo a Wikipédia fiquei a saber que tal reforma, não se fez sem resistências em Portugal, mas sendo mais polémica no Brasil.
Tal reforma, a de 1911, foi a primeira reforma ortográfica em Portugal. e foi publicada no Diário do Governo, número 213, de 12 Setembro de 1911.
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Na mesma notícia, é mostrada esta fotografia, e refere :
AVISO ANTERIOR A 1911, NA PAREDE DA IGREJA DO CARMO NA CIDADE DO PORTO.
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Tal como eu tinha pensado, passaram-se muitos anos até que nos habituássemos à nova escrita.

06 agosto, 2010

22 - ABRIL - 1924

Curiosamente, esta fotografia foi obtida no dia anterior, à da mensagem anterior.
Deve ser foto de Carlos Adriano, mas esperemos que o Arquivo de Vila do Conde, um dia, nos faculte todo o espólio do Carlos Adriano, e aí sim, poderíamos fazer quase como um filme de Vila do Conde, durante um século.
Talvez por esta altura, ainda houvessem vestígios do caminho das Azenhas e das escadas, de que nos dá conta o Faria Correia num comentário atrás.
Era desolador olhar Santa Clara por estes anos, a parte de trás, sabemos que estava em ruínas por esta altura, embora poucos anos depois, começassem as obras de reconstrução, mas este lado virado a sul, o aspecto também não seria melhor.
Seguindo a rua que se vê na foto na direcção do caminho de ferro, no desenrolar do ano em que foi tirada esta foto, teria lugar a criação do Dispensário da luta contra a Tuberculose.

04 agosto, 2010

23 - ABRIL - 1924.


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Descobri esta fotografia, que é muito pequena, mede apenas 8x5 cm, numa também pequena caixa, mas o contentamento foi grande, pois nunca tinha visto este aspecto deste lugar, e ainda com a data indicada no verso - 23/4/1924.
Falta-nos aqui a rua Narciso Ferreira, ou , como eu lhe costumo chamar, a "Rua por trás do cemitério".
Quanto às ruínas, há muitas fotografias que revelam idênticos pormenores, exceptuando aquilo que me parece ser umas escadas na parte nascente da Igreja. Vê-se também, os últimos arcos do aqueduto, mas disso também existem outras fotos.


02 agosto, 2010

HIPPODROMO

O senhor Albino, aqui conhecido por "Cereja", teve a amabilidade de me enviar esta foto de Carlos Adriano, e que representa um cartaz publicitário a uma corrida de cavalos, no local conhecido por Blodromo.
Tenho esta foto (não recordo se já aqui a mostrei), mas esta está enriquecida pelos comentários feitos por Artur do Bonfim.
Como podem ler o que está escrito no verso da fotografia, ele nos dá conta que tal acontecimento terá sido realizado por iniciativa do Sr. Conde de Margaride, e que terá acontecido por volta dos anos vinte.
O "Cereja chamou-me à atenção, das palavras que aqui aparecem com letras repetidas, e, fazendo uma pequena pesquisa, concluí que em vez dos anos vinte como aqui está referido , eu apontaria para dez anos antes, porque é sabido que em 1911, no seguimento da Implementação da República, foi levada a cabo uma profunda reforma ortográfica - a Reforma Ortográfica de 1911 - que alterou o aspecto da língua escrita, e assim, aproximando-a da actual.
Isto , em nada altera o parecer do senhor Artur do Bonfim, pois não sei quantos anos decorreriam, até que as pessoas se habituassem ao novo estilo de escrita.
Já agora, aproveito para vos dizer que não farei esforço algum para acompanhar esta reforma actual, pois gosto do estilo que temos, e penso que ainda não aprendi o suficiente a escrita a que nos habituamos nas últimas décadas, para agora estar a aprender outra.

30 julho, 2010

DEMANDANDO A BARRA.


Talvez já tenha publicado aqui esta foto, não recordo, mas é oportuno mostrá-la devido à semelhança do barco com o da postagem anterior.
E se fosse o mesmo ? O Joaquim Adriano, depois de ter tirado esta foto, ter-se -ia dirigido para as proximidades do castelo, tirando a outra.
Como diz o Rui Amaro, num comentário da mensagem anterior, vê-se igualmente um palhabote rebocado por uma catraia (fiquei admirado por esta observação, pois nunca pensaria que tais barcos pudessem ser rebocados por outros mais pequenos, e á força de braços), e reparem que os panos ainda não estão içados, ao contrário do que se observa já quando atravessa o canal.
Observando a Azurara, a foto leva-nos aos finais do século XIX, princípios de XX, pois vemos a Torre do Monteiro, e a Igreja de Azurara, ainda com aquela cúpula, em forma de prisma e muito colorida.
Seria interessante se fosse o mesmo barco, ..... mas vamos ficar sem saber !

28 julho, 2010

O CANAL DA BARRA.








E o
FASCÍNIO DA ERMIDA.
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A capelinha da Senhora da Guia, sempre reproduzida ao longo dos anos, em fotografia a preto e branco, a cores, e pintada, como se pode ver nesta última imagem, que tirei da internet, e infelizmente não nos diz o nome do autor, referindo-se apenas, a que se trata de um óleo sobre tela.
Mais uma vez, julgo estar perante uma pintura, em que o seu autor estaria com uma destas fotos, ou semelhante, na sua frente.


27 julho, 2010

RUA D.LUIZ I.

A rua D.Luiz, será a que vai para a Póvoa, ou esta da esquerda, que segue para o Largo dos Artistas ?
Humberto, é este o postal que me está a fazer confusão, e a induzir-me em erro.

26 julho, 2010

ADEGA CENTRAL.
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Vejam o que faz uma lupa.
Vou então tentar contar-vos o que sei acerca desta foto, ou o que nela se vê.
O cortejo não será o de Oferendas, pois esse, exactamente neste local, viraria para a direita em direcção ao Hospital. Ainda recordo de ver carros puxados por bois, carregando enormes troncos de árvores.
Quanto á adega, lembrei-me de perguntar ao meu amigo Jorge, filho do senhor Albino e proprietário da Tipografia do Ave, o que dela saberia.
Tinha alguma informação, mas procurou aumentá-la junto de conhecidos, e conta-me então, que seu pai, o Sr. Albino, comprou o edifício da tipografia à mãe da Dona Maria Parteira e do Dr. Campos.
Por essa altura morava na parte de cima da casa D. Ângela Coutinho, que tinha nesse mesmo local uma pensão. ( Sabiam que neste largo, o dos "Artistas", já existiu um Hotel ? )
Quanto à adega, ela foi pertença em diferentes épocas, do "Peixe-Frito" da "Pita-Borrada", e do Frankenstein, e não se recorda o Jorge, se ela coexistiu com a tipografia, ou simplesmente se estamos vendo o curto espaço de tempo, em que as letras anunciando a adega ainda não tinham sido retiradas.
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UMA OUTRA HISTÓRIA DO MESMO LOCAL.
Contou-me meu pai, que um dia, o Eduardo Adriano sobrinho de Carlos Adriano, descendo a rua da Misericórdia, onde seu tio tinha a casa de fotografia ( onde por lá tinha passado, pois tinha acabado de chegar de Macieira, para trazer da casa do Sr. Vaz, a manteiga que ele fabricava na sua barrica. Mais tarde, e influenciado por amigos, este senhor veio para Vila do Conde, e assim, essa pequena barrica, transforma-se na "AGROS". ), e falhando-lhe os travões da bicicleta entrou pela adega adentro, e saindo pela segunda porta, mas não se livrando de algumas escoriações.
Conta-me também, que dentro da adega havia uma folha de papel, do tamanho que hoje designamos de A4, e nela se via na parte de cima, a cabeça de um cão, seguindo-se um nome, e depois uma quantia em dinheiro . Depois seguia-se um cão com uma pata, um nome e outra quantia de dinheiro já maior, e assim sucessivamente, até que finalmente, o "cão completo". Curiosidades de um passado da nossa terra.

23 julho, 2010

Que cortejo será este ?
Estaremos no último ano da década de trinta, ou nos primeiros anos de quarenta, pois o Café Bompastor ainda não existia, ( reparem que o edifício que se pode ver é o do Bazar Moderno ) e o prédio a poente do Bazar foi inaugurado em 1938, daí eu concluir, que estaremos em finais de 30, princípios de 40.
Segunda- feira, dia 26, voltarei a esta foto para vos contar uma história, e ao mesmo tempo, relatar-vos o que descobri observando a foto.
Entretanto, se aqui descobrirem alguma coisa , pessoa ou casa comercial, que aqui ainda não tivéssemos falado, relatem-nos por favor.

22 julho, 2010

UMA RELÍQUIA.


O meu amigo Américo Magalhães (Méquinho), enviou-me (nos) esta extraordinária fotografia que encontrou no espólio de seu pai. Pensa que algum destes atletas teria afinidade com o seu avô, pois só isso seria razão para a foto estar em sua casa.
Pela data escrita, o Fluvial estaria a dois meses de completar dez anos, pois foi fundado a 5 de Dezembro de 1905, e cujos estatutos foram elaborados pelo Dr. Manuel da Cunha Reis, avô, do também meu amigo, Romeu Cunha Reis.
Pode ainda ver na foto, que por baixo da data indicada, se pode ler : " FOTO ADRIANO "