21 abril, 2010

SERÁ QUE ...



... ESTAS DUAS FOTOGRAFIAS, retratam a mesma cerimónia que mostrei dias atrás passada no jardim da Av. Júlio Graça ?

19 abril, 2010

NO TERREIRO.


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Trata-se, sem dúvida, de uma cerimónia religiosa no "Terreiro".
Na primeira , parece que o momento registado será de uma benção, mas a quê ? E, na primeira foto, parece-me reconhecer, mesmo de costas, o Sr. Chico Monteiro, e como ele pertenceu a comissões de festas do S. João, talvez a foto retrate uma qualquer cerimónia por uma ocasião do S. João.
Contava-me dias atrás, o Sr. José Coutinhas, que as duas únicas pessoas vivas de uma comissão de festas, -julgo que ele me disse a primeira- era ele e meu pai.
É uma breve história, simplesmente para ilustrar estas duas velhas fotos, que eu , muito arcaicamente, consegui obter de dois negativos muito sujos. Tenho centenas de velhos negativos, mas terei de dispôr de bastante tempo para os seleccionar, e posteriormente pedir ajuda a alguém que deles consiga melhor resultados, do que aqueles que eu consigo.
Tenho simplesmente um programa de computador muito simples, onde posso brincar com os negativos, pois aqueles mais sofisticados, não faço ideia como neles se trabalha a fotografia.
Mas, para "sebenta" ( como gosto de chamar a este blog ) este trabalho será o suficiente, e mais tarde, alguém com outros meios, possa "pegar" na ideia.

16 abril, 2010

IMAGEM PEREGRINA.





Já reconheceram o local. Sim, trata-se realmente do jardim da Av. Júlio Graça, e junto ao coreto.
Vê-se também que se trata de uma missa campal, coisa rara em Vila do Conde.
Bom.... vou vos contar a história destas fotografias:
Trata-se de uma missa campal, realizada por altura da visita da Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Fátima. As duas primeiras fotografias , tal como as identifiquei, foram tiradas por Carlos Adriano, e a terceira por José Cunha (meu pai). Mas, mais interessante, é saber que estaremos no ano de 1940 ou1941, tendo então meu pai a idade de 14 anos. Mas, não será de admirar, pois já aqui vos relatei, que por vezes meu pai acompanhava o t´i Carlos nas suas saídas, indicando-lhe até as condições atmosféricas ( sol, nuvens,etc.).
Como nota final, posso acrescentar que estas fotografias, por esses anos estiveram á venda na "Papelaria Adriano", ou se preferirem, e como os mais velhos recordarão "A Zininha".
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Nota- Reparem no pormenor das pombas na última foto. Os aficionados destas coisas de fotografia, darão , estou certo, um acrescentado valor à fotografia.

BOAS NOTÍCIAS.



A 18 de Janeiro deste ano, e na postagem com o título "POSTO MÉDICO DE VILA DO CONDE" , mostrei-vos este lindíssimo painel de azulejos de Júlio Resende, e dizia na altura que ele merecia melhor sorte, pois com o encerramento do Posto Médico, e no estado de quase abandono em que ele se encontra, era de recear pela sorte de tal obra.
Pois bem, o amigo que então me alertou para tal facto (de interesse para todos os vilacondenses), voltou a fazê-lo, mas agora a notícia é bem melhor, dado que se está a proceder ao descolamento dos azulejos, por artista da especialidade, e assim, posteriormente, teremos a oportunidade de o voltarmos a ver , num dos magníficos edifícios que a Câmara de Vila do Conde tem vindo a recuperar. Foi uma ideia magnífica esta, pois o local onde se encontra o painel é exíguo, e embora as pessoas ao entrarem no Posto Médico quase lhe tocassem, era de pouca visibilidade.
Vila do Conde está de parabéns.

14 abril, 2010

Esta fotografia de Carlos Adriano, é anterior a 1940.
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Pode-se assim deduzir, pois o Cruzeiro da Independência ainda não tinha sido colocado nas escadas a sul da capelinha da Sra. da Guia. (Já aqui, tempos atrás, foram mostradas fotos da cerimónia da chegada do cruzeiro a este local, e que anteriormente estava à entrada da Igreja Matriz).
Mas , nesta foto, o mais evidente é vermos como por esses anos se encontrava a nossa Barra, e, julgo, que pelo estado em que ela se encontrava, não será de admirar que os nossos velhos estaleiros, a tempos, tivessem algumas dificuldades de sobrevivência.

12 abril, 2010

A PESCA DO BACALHAU.


Mais um belo texto, colhido por MARIA TERESA DE M. LINO NETTO, junto das nossas gentes das Caxinas :
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Quase todos os pescadores da Cachina e da Bajoca partem , no mês de Abril ou Maio, para a pesca do bacalhau.
O meu informador, o « t´i Juquim Cantrão », apesar de ter só 35 anos, já fizera « binte e seis biages », como ele dizia. Dou-lhe a palavra:
- « Nós aqui, andemos no bàcàlhéu, andemos por lá uns seis meses. É uma bida muito tristi; si um home adoece, ´stá mar do estâmado ou le dói a cábeça, num há quem le bot´á mão; ´stá p´àli como um càtchorrinho.
Àgora há uns tàntos anos p´rá cá o Gobérno já arremediou carquer coisa; mánda p´ra lá um bapor-hospitali que é o Julianás ( Cil Eanes ).
Nós bámos dàqui im Maio e Abril p´ra Gronilândia e p´r´òs grándes Báncos da Terra Nóbà e bortamos cándo calha, cándo temos a càrregàção feita. Bamos nós, os pertugueses, frànceses, bérgicos e àmàricános, màs àgora p´r´ómor da guerra, eles num bõu. A compánha bàreia consánte o nabio; no « D. Denis » fomos càrenta e óito homes.
Cándo num há peixe decemos im terra e bàmos pàsseari òs ninhos de pásseros, de àraus, gaibotas e patos. Encontámos por lá umàs gentes que são os esquimósos. Há-os lá de toda a raça: uns piquenos, oitros grándes más têm na cara sobre lo largo, num têm barbas nem vigode e os pés é como uma colher.
Arremedam òs tchineses e num se diferença se é nóbo ou belho, home ou mulher. O Sinhor num càstigui, màs, à compàrar com a raça pertuguesa, à nossa é muito mais bonita. O fàlàr é como um bitcho a ladrar. É sàrráno, é terrible.
Traze umas caurças de péis di urso. Bêm ter connocco e pede-nos de comer cum gestos. Come co´à genti e ainda le dámos o que sobeja para lubare p´r´às crienças. Eles num ándunó (Não andam ao ) bàcàlhéu, andum á caça de uma espécie de coélhos que há por lá e que àqui umas coisas (apontou para a volta da boca) e que eles tchamu nàs focas. Traze nàs peles dessa focas e dentes de baleiá p´rà trocar por màntiga, tàbáco e vuvidas, como binho do Porto, conhaca, àguardente e oitras. É uma gente muito simpres... , bem dormir nos nossos belitches ... È uma gentinha muito simpres ».

11 abril, 2010

GENTE DA MINHA TERRA.

Ti Glória lembra que, outrora, havia outros serviços.
" PENA NÃO HAVER MAIS GENTE "
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- Vive na Rua dos Prazeres, no coração do centro histórico de Vila do Conde, há 53 anos. Enquanto vai cosendo as redes de pesca do "barquinho" do filho, aos 78 anos Glória Serrão ( a Ti Glória como é conhecida ), vai desfiando o rosário de memórias; lembra os tempos em que em frente era o tribunal no Convento do Carmo (hoje, serve a Autarquia), mais ao lado (agora esquadra da PSP), era o quartel dos bombeiros.
" Fazia-se compras na mercearia do Altino dos Jornais" - Não havia mais nada, lembra. E havia muitas crianças a brincarem na rua. Ela começou, aos 12 anos, a vender peixe às portas " a dez tostões a dúzia ".
Hoje, são menos os serviços importantes e há menos crianças. Cada casa, outrora " com oito e dez filhos ", tem uma ou duas pessoas. Idosas. Filhos e netos, tais como os de Glória, deixaram a zona. Apesar do esforço da Autarquia, que " arranjou ruas e edifícios históricos (transformados em serviços e museus) ", muitas casas restam em mãos de privados, que, ora as deixam abandonadas, ora pedem "balúrdios" para vender.
Na "doquinha", para pena de Glória, a velhinha ponte de pedra foi substituída por uma de traça moderna e são hoje menos os barcos.
Há 50 anos, o cais era um corrupio. Agora, a nau museu faz jus às tradições navais e no cais há um moderno edifício de apoio à pesca quase pronto a inaugurar. " Ficou bonito. Só é pena não haver mais gente aqui", remata.
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ANA TROCADO MARQUES.
FONTE - Jornal de Notícias - Março - 2010.

02 abril, 2010

A CURVA DO CASTELO.

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É também uma linda fotografia. Mostra-nos ainda em construção o "Bar do Fluvial", e que mais tarde seria o restaurante da Dona Arminda.
Vê-se também, como era a última curva que o rio Ave tinha que vencer para chegar ao mar.
Realmente estas fotografias de Carlos Adriano, são no todo, um documento único de Vila do Conde ao longo de todo o séc XX. Esperemos que um dia alguém se debruce num estudo sobre toda esta documentação, e que vá muito além desta brincadeira que temos vindo aqui a fazer no "Carioca".
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NOTA- DURANTE A PRÓXIMA SEMANA, NÃO VOU APARECER POR AQUI. Vou ter saudades da vossa companhia, mas de vez em quando, sabe bem parar um pouco.
UMA FELIZ PÁSCOA.
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01 abril, 2010

O VAZIO

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O ter publicado ontem aquela fotografia aérea, era a "deixa" para hoje vos mostrar esta.
Reparem que da zona da Avenida Júlio Graça, que acabaria a sul do "ténis", e não sei se a capela de S. Tiago ainda existiria, até ao Castelo há todo um vazio, que, como sabem, antigamente se chamava a "Cova da Andorinha", que se prolongava até para os lados das Caxinas, e só mais tarde começou a ser "rasgada" por artérias, sendo a primeira a Bento de Freitas.
É realmente uma maravilha de fotografia.
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31 março, 2010

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Tão poucos anos se passaram desde que esta fotografia foi tirada, e vejam as diferenças com a actualidade.
Todo aquele enorme espaço a sul da Avenida do Ferrol, agora está todo ocupado por edifícios. Ainda se podia passar de carro junto ao mar para norte do Castelo (coisa da qual eu tenho muita saudade - pois sou preguiçoso - ).
Mas o tempo passa, e é preciso renovar, e claro, se possível para melhor.
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29 março, 2010

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Esta foto, é certamente ANTERIOR A 1930, pois ainda vemos as ruínas de Santa Clara. Vemos também que aparece um prédio a poente da Escola da Meia-Laranja,(o que não acontecia na foto anterior) e o espaço onde hoje está o monumento á Rendilheira, parece inacabado.
Dá-me um particular gozo, quando consigo aproximar duas fotos no espaço temporal, pois assim, brincando, vemos Vila do Conde a crescer ao longo de todo o século XX.
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26 março, 2010

DIA DE VILA DO CONDE

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Pela altura em que é tirada esta fotografia, VILA DO CONDE MOSTRAVA-SE AO SÉCULO XX.
Mas, mil anos antes, já dela há referências, e tal mais nos responsabiliza pela forma como a tratamos. Olhando a foto, dá vontade de comentar isto ou aquilo, mas desta vez, só me apetece olhá-la!
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25 março, 2010

RECORDAR

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Esta fotografia, deverá ser dos princípios dos anos setenta. Infelizmente não sei vos dizer o nome da totalidade dos jogadores, embora reconheça a cara de quase todos.
Claro que reconheço de imediato o meu amigo de infância Ferraz, o Barros, e o "Pirica", e perdoem-me os entendidos destas coisas, mas julgo que este último, era o mais "falado", certamente por ser o melhor entre os demais.
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24 março, 2010

PATRIMÓNIO INDUSTRIAL.
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FÁBRICA «RIO - AVE» - TECELAGEM.
cliché de Joaquim Adriano.
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Só muito recentemente, é que começamos a nos preocupar com a protecção deste património, o que é pena, pois quantas preciosidades não se terão perdido já? Mas, como diz o ditado - MAIS VALE TARDE, QUE NUNCA - .