25 março, 2010

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Esta fotografia, deverá ser dos princípios dos anos setenta. Infelizmente não sei vos dizer o nome da totalidade dos jogadores, embora reconheça a cara de quase todos.
Claro que reconheço de imediato o meu amigo de infância Ferraz, o Barros, e o "Pirica", e perdoem-me os entendidos destas coisas, mas julgo que este último, era o mais "falado", certamente por ser o melhor entre os demais.
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24 março, 2010

PATRIMÓNIO INDUSTRIAL.
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FÁBRICA «RIO - AVE» - TECELAGEM.
cliché de Joaquim Adriano.
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Só muito recentemente, é que começamos a nos preocupar com a protecção deste património, o que é pena, pois quantas preciosidades não se terão perdido já? Mas, como diz o ditado - MAIS VALE TARDE, QUE NUNCA - .

23 março, 2010

Primeiro Congresso sobre o PATRIMÓNIO INDUSTRIAL.

no CENTRO DE MEMÓRIA DE VILA DO CONDE, 14, 15 e 16 de Maio de 2010.

Pode visitar o sítio - patrimonioindustrial.blogs.sapo.pt

22 março, 2010


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ONDE ESTÁ O CARLOS ADRIANO?
Infelizmente, penso reconhecer só mais cinco pessoas, mas esperarei pelos vossos comentários, para ficar mais informado.
Penso que um deles, levantará algumas dúvidas, mas "conversando", haveremos de descobrir a verdadeira identidade.
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19 março, 2010

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AINDA NAS IMEDIAÇÕES, do edifício dos Socorros a Náufragos.
O senhor Artur do Bonfim, tem andado adoentado, e por isso, não posso lhe perguntar quem seriam estas pessoas. Deverá esta foto mostrar uma ocasião especial (será a inauguração do edifício?), pois o senhor fardado deverá ser o capitão do porto (será o capitão Lanhoso?), e os outros, todos engravatados, pertencerão certamente a uma comitiva oficial.
Espero que algum de vós nos esclareça.
Não restam dúvidas, temos de começar a dar mais atenção ao que os mais velhos nos podem dizer, porque, devagar, vamos perder muita informação, que é, sem dúvida, também parte da história de Vila do Conde.
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18 março, 2010

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Aqui, nesta também fotografia de Carlos Adriano, vemos o edifício dos Socorros a Náufragos, já concluído.
Vemos também, penso, o início das obras para a construção do molhe, tal como hoje o conhecemos, entrando mar adentro, e tendo ao fundo o farol.
Já li algures, que o paredão da Senhora da Guia, foi construído em 1855, e penso ter sido quando a velha capelinha, começou a ter protecção de todo este aglomerado de rochas e muros que a circundam, pois sabemos ( e já aqui vimos fotografias) que antes a capela estava desprotegida, e quando o mar estava mais bravo, ela ficava isolada.
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17 março, 2010

SOCORROS A NÁUFRAGOS


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Nesta fotografia de Carlos Adriano, vemos a construção do edifício dos SOCORROS A NÁUFRAGOS.
Sei que em 1930, foi criado o Instituto dos Socorros a Náufragos, mas não sei se coincide com a construção desta casa. Estava também ainda em construção, como se pode ver ampliando a foto, toda a parede murada que acompanha o rio na sua margem direita ao longo das últimas centenas de metros.
Há uma foto que eu gostaria de ver aqui publicada, mas infelizmente não a tenho, que é a do barco " Salva-Vidas ". Se alguém tiver ...
Na verdade julgo possuir uma, mas o barco está tão afastado da objectiva, que não tem qualquer interesse a mostrar.
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15 março, 2010

QUEM CASA, QUER CASA.


A CASA DO PESCADOR.
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Observando as Cachinas pelos anos 40, descreve-nos assim , MARIA TERESA, a casa do pescador :
O bairro da Cachina compõe-se apenas de uma grande rua, paralela ao mar e ladeada de um lado e outro por casa térreas de cores vivas e uma ou duas janelas envidraçadas. A porta da rua, sempre aberta, permite que os olhos curiosos de quem passa penetrem no interior.
Eu, porém, não me contentei com um olhar; quis ver tudo, tudo observar. Entrei. A porta dava acesso a um corredor largo que fazia de sala de entrada, ladeada de cadeiras de pinho, colocadas em viés. Sobre as costas das cadeiras, paninhos de croché com franjas, assentes sobre papéis de seda de cores garridas; floreiras com cores variadas; quadros de santos e fotografias de gente rude e enroupada nos seus fatos « de ver a Deus », que os deixam contrafeitos; uma passadeira tecida de trapos velhos, tudo me revelou a solicitude e o arranjo, que não esperava, da mulher do pescador.
Logo a seguir os quartos; vem primeiro o dos pais: cama de madeira com bons lençóis de rendas, cobertores, colcha e guarda-cama e grandes almofadões bordados. Ao fundo, uma cómoda com santos, fotografias variadas e o característico relógio de sala. Logo a seguir, mais simples mas a espelhar igual asseio, o quarto dos «catraios» e depois o das «catraias». O soalho - que a casa é toda assoalhada - amarelinho, escarolado pela mão solicita da pescadeira.
Lá ao fundo, a cozinha com a chaminé, lar alto, forno de cozer a boroa, com a masseira, mesa ao centro, e cantareira com os utensílios necessários.
Por cima o «faurso» (falso) onde guardam a lenha. Dá a cozinha para um quintalejo, onde se encontra a caseta de guardar as redes, todos os aparelhos de pesca, a caldeira e o pio de encascar as redes.
A iluminação era antigamente feita por meio de candeias de graixa; actualmente usam candeeiros de gás, velas, às vezes lamparinas de azeite, e, os mais abastados, electricidade.
A gente mais pobrezinha vive em casa de renda, dispostas à volta de pátio central: são as ilhas.
Nestas, há apenas a cozinha térrea, um quarto e a recova para os catraios.
A vida da colmeia passa-se toda na rua, na praia ou no mar. A casa é só para dormir, comer e pouco mais.
Nem a nortada os obriga a recolher, pois, ainda então, permanecem na rua protegidos pelos abrigos, que dão um aspecto interessante ao bairro.
Em Vila Chã, as casas dos pescadores eram antigamente cobertas de colmo. Agora, já o progresso das telhas lá chegou também, e só uma casa de arrecadação de barcos e de apetrechos de pesca memora o antigo uso.
Aqui , como em Mindelo, e entre os lavradores, as casas são de rés-do-chão com a cozinha térrea ou cimentada, e lojas, o primeiro andar com a torre e os quartos.
Na Bajoca têm apenas um andar: uma salinha, á entrada, a comunicar com um ou dois quartos assoalhados e, ao fundo, a cozinha térrea ou cimentada.
Em nenhuma, porém, encontrei o esmero e até o gosto artístico da habitação dos cahinos.

14 março, 2010

O CASAMENTO

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Num comentário de CASAMENTO E MORTE, em 10 de Março, o "Cereja" dizia-nos que havia uma fotografia de Carlos Adriano da qual ele diz: "DOS TEMPOS EM QUE O SÉQUITO SE DIRIGIA PARA A CERIMÓNIA A PÉ."
E, ele fez o favor de me a facultar, para a poder mostrar-vos.
Obrigado "Cereja".
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NOTA- Reparem no contraste desta gente humilde, mas grande, com a "alegria" dos casamentos de hoje, os carros, a boda, os vestidos, para afinal pouco tempo depois, tudo isso soar a falso, uma fraude mesmo.
Não sei se deveria ter escrito isto, mas infelizmente é o que vejo.
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12 março, 2010

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ONDE SERÁ ..... que o Carlos Adriano tirou esta fotografia ?
Já olhei para ela imensas vezes, mas não consigo descobrir. Servi-me de uma lupa inclusivamente, mas mesmo assim não vejo nenhuma referência, que me faça sequer desconfiar.
Tentem descobrir.
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10 março, 2010

CASAMENTO E MORTE.
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Vou contar-vos o que a MARIA TERESA, no seu livro sobre o qual me tenho debruçado, nos relata sobre o casamento e morte nas Cachinas. Foi aqui que ela com persistência e atenção, estudou a vida, os costumes e a linguagem do pescador de Vila do Conde .
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Do isolamento a que se condenam resulta que os casamentos apenas se realizam entre gente da classe. E como? Oiçamos a tia Beatriz:
- « No sáb´do p´la menhão confessei-me e árrecebi o Sinhor; ispois fomos ó cebile. No oitro dia fomos á Misse às 10 horas e nessa hora nos càsêmos. Lebemos um grande acumpànhamento: à prôua bai a noiba, cum catchiné bránco; logo atrás bai o noibo c´o pádrinho e três ràpázes sorteiros e a seguir o acumpànhamento.
À borta (volta) da Igreja já bem o noibo co´a noiba. Faz-se ó depois à boda di doce que bôu cumprar à doçaria, e binho. Oitros dõu boda de galos e cárnêros e outros de cruongo, raia cum çabolas e prementão... È cònforme ás posses. E, se o noibo é pod´roso, pag´àmitade das despesas. Os pais num n´os dã dote; os meus num me deru tàmanho de nada ».
Quando morre alguém, é costume - o que aliás é vulgar entre o nosso povo - fazerem grandes prantos. As mulheres, quer velhas quer novas, vão todas de«roupa» para a cova, isto é, vestidas de santas. Vai uma , de Senhora de Fátima ou do Carmo, outra de Santa Filomena. outra de Santa Teresinha, conforme a sua devoção ou da família.
O defunto vai sempre de caixão e « si é probe tira-se um peditoro ». Só os homens costumam acompanhar o enterro.
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NOTA - Julgo que esta linguagem que a MARIA TERESA ouviu pelos anos quarenta, na nossa Caxina, já hoje não se ouve, apesar de eu ainda me lembrar de muitos destes "sons"(fonética). Relatei-vos esta minha leitura, pois creio que os mais novos nunca terão ouvido nada do género, mas , também é documental.

09 março, 2010

CURIOSIDADES.

ECLIPSE DO SOL - em 17 de Abril de 1912.
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Os ares que vão escurecendo, arrefecem; procuram seus ninhos as aves; aparecem estrelas no firmamento; a sombra projecta-se caprichosamente recortada ...
Tal foi o eclipse do Sol, semelhante em seus efeitos a uma breve noite de um suavíssimo luar, misterioso, encantador.
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NOTA - Excerto do publicado na ILUSTRAÇÃO VILACONDENSE . n 26.
(Actualizei a ortografia).

08 março, 2010

A PESCADEIRA.

Porque hoje é o DIA INTERNACIONAL DA MULHER, nada melhor do que vos falar das nossas mulheres das Cachinas.
Continuando na leitura do livro de MARIA TERESA, assim, nos fala delas:
A PESCADEIRA nunca está ociosa. A toda a lida da casa e da administração financeira do casal, junta ela a confecção das redes com o linho que ela mesmo preparou. E, com perícia e agilidade incríveis, passa a agulha pelo muro, e vai dando com ela as múltiplas voltas que hão-de formar a malha.
O pescador, só em casos raros se ocupa deste trabalho ( ver fotografia ). Se não vai para o mar, prefere ficar ocioso. A pescadeira, essa, nunca está ociosa. E assim, sentada à porta da rua, a cantar, a conversar, ou mesmo a ralhar, vai dedilhando sem fim, até lhe saírem dessas mãos as peças de 30, 40, e até 100 metros.
Falta agora encascá-las. Para esse fim põe água e casca de salgueiro a ferver dentro de uma caldeira. Passadas umas dez horas, escoa a água para um pio, onde mete as redes durante uma noite inteira.
Logo de manhã estende-as nas fieiras a enxugar; aos homens compete depois meter-lhes a cortiçada e o chumbeiro.
As vela fazem-no de pano cru, muito forte. Para evitar que as pulgas do mar as deteriorem, pintam-nas com uma mistura de pós vermelhos ou verdes, ou azarcão, sal e água salgada. Do pó empregado provém , pois, a multiplicidade de cores garridas, que tanta graça dão às velas dos barquinhos.
Em Vila Chã empregam as cores vivas, na Cachina usam o preto.

05 março, 2010

«GUIDÕES»





A primeira fotografia, pertence a um postal editado pela "Mercearia Central" de João da Costa Torres, e a segunda é um lindíssimo óleo de António Maia «GUIDÕES» , tirada também de um postal, mas este, edição do "Círculo Católico de Operários de Vila do Conde".

Achei curiosa a semelhança do tema, e até parece que o artista se inspirou no primeiro postal, não fosse a diferença nos mastros do barco, e aqui talvez ele se tenha lembrado do "TENTADOR" , e fez esta alteração. Coisas de artista, mas não haja dúvidas...é lindo!

03 março, 2010

O " DKW " do Sr. PRIOR.


Perguntava o "Cereja", num seu comentário de 24/2/2010 :
" Lembram-se do DKW , que o Padre Porfírio Alves tinha? "
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Pois bem, aqui o mostro, e sei que decorria o Verão de 1948 e eu estava dentro dele, embora ainda não tivesse nascido, pois isso aconteceria meses mais tarde.
As pessoas que podem ver (eu estou bem escondido), são :
Ao volante do belo carro, meu pai, e ao lado o Sr. Prior, e no banco de trás, minha mãe e meu avô.
Obviamente, para mim, é uma belíssima fotografia.
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