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....TOMBA, para dar lugar a um novo espaço, tal como hoje o conhecemos. Esta foto foi obtida poucos anos depois da última foto que vos mostrei.
....TOMBA, para dar lugar a um novo espaço, tal como hoje o conhecemos. Esta foto foi obtida poucos anos depois da última foto que vos mostrei.
Este carimbo colocado no verso da fotografia mostrada acima, atesta que estamos a ver alguns dos ciclistas que participaram nesse II Circuito de Vila do Conde, em 1938.
Esta casa, que pertencia a José Teixeira da Silva (não o Zé do Telhado), secretário da nossa Câmara durante muitos anos.
Círculo Católico de Operários.
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Continuamos no mesmo local da anterior postagem. A casa que víamos do lado direito da foto, era este interessante edíficio , que como sabem, era onde estava instalado o Círculo Católico. E, no livro de Artur do Bonfim, podemos ler esta interessante história :
Fui sócio efectivo do Círculo Católico de Operários, admissão que se verificou em 1934. É curiosa a maneira como entrei lá. Vou contar. Naquele tempo, custava 10 tostões uma viagem de carro americano que fazia trajecto para a Póvoa. Eu fazia recados e poupava o dinheiro, porque ia a pé, a correr com a roda de aro, depois arranjava bilhetes caídos no chão para comprovar o recibo... Um desses recados foi o de ir à Póvoa, à casa da família Magriço, dizer que tinha morrido a Dona Leopoldina, mãe do Mário Almeida, dono da loja de ferragens, onde eu era caixeiro. Ainda voltei lá outra vez. Foi assim que arranjei dinheiro para entrar no CCO, onde a jóia era de 5$00, e a cota mensal era de 50 centavos ( ou 5 tostões ). A sede antiga era uma casa ali ao fundo da rua que já se chamou de Coronel Alberto Graça, onde agora está o edifício da Alameda dos Descobrimentos.
Nesta colectividade, desempenhei vários cargos, chegando a ser Presidente,isto numa época bem difícil pela situação económica da casa, bem como pelas mudanças que se verificavam já nas novas mentalidades juvenis ...
Fiz parte do seu Grupo Cénico durante vários anos, e tive como companheiros de palco, na " Arte de Talma ", Álvaro Morais, Adroaldo Azevedo, Augusto Macedo, António Praça, Maria José Mesquita, Fernando Martins, Alcina Ferraz, Fernando Silva, e, como ponto, Luís Cura. Era ensaiador do Grupo o senhor Adão Coelho, que exercia o cargo de Cabo do Mar, na Capitania do nosso Porto. Foram levadas à cena, nessa época, as peças : As Pupilas do Senhor Reitor, A Flor da Aldeia, O Troca-Tintas,diversas comédias de bom humor e outras farsas teatrais.
Foi de minha iniciativa a comemoração do 50 aniversário do Círculo Católico, que teve a presença do Sr. Arcebispo de Braga, D. António Bento Martins Júnior, D. Domingos Fernandes, bispo da Guarda, Dr. Pinheiro Torres e outros, conforme se pode ver na "Renovação" dessa altura.
PODE-SE LER NO LIVRO "PELO AVE" do Dr. Luiz Maya , o seguinte :
No primeiro quartel do século passado, construía-se uma rica ponte de pedra, de três arcos, muito vistosa - no dizer d´aqueles que lograram ainda vê-la - e que ficava ali quasi defronte do convento, abaixo do açude umas dezenas de metros. Só lhe faltava não sei que remates decorativos já dava trânsito ao público, e Vila do Conde folgava com tal acontecimento. Mas, sem base suficientemente sólida, por não haver meio, ao tempo, de se lhe dar pé mais seguro, deixou-se abater por uma enchente do rio , em 1821. Foi este, talvez o maior insucesso em toda a corregedoria de D. Francisco d´Almada.
O monstro que surgiu das ruínas da elegante mole de granito, pouco tempo se demorou a banhar-se, aninhado, nas águas que represava, paralisando assim o movimento n´aqueles moinhos das freiras.
Era forçoso e urgente retirar d´ali aqueles milhares de carros de pedra, impossível de acomodar em estreito espaço. Removia-se com certa facilidade os calhaus maneiros, desviando-os do centro da corrente para as águas mortas d´uma e d´outra margem ; mas os grandes blocos, esses só podiam sair lingados na baixamar por meio de duas barcaças que flutuando na maré alta, os levavam assim, um a um, para os verdes de Azurara.
E agora que havia de fazer Vila do Conde a tanta e tão boa pedra, tão bem facetada, que o acaso gratuitamente lhe oferecia? Não se pensando em reconstruir a ponte, ocorreu a ideia de fazer o cais da Vila, obra aliás importante, de saneamento, comodidade e estética, mas que havia de tirar ao rio o pouquíssimo que ainda lhe restava de estuários, aqui na margem direita ...............
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Extrato do publicado no livro - PELO AVE -
NOTA - Actualizei a ortografia.
