11 novembro, 2009

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TÍTULO DE UMA ACÇÃO DA COMPANHIA RIO AVE.
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O primeiro carimbo data de 1894.
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VISTA GERAL DA FÁBRICA « RIO AVE »
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( Photografia colhida em 1906) - cliché de J. ADRIANO.
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Breve história da COMPANHIA RIO AVE.
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Com a fundação do Banco do Porto, surgiu a ideia de aplicar à indúsria nacional parte do seu capital. Após diversos estudos, tomou-se a iniciativa da criação de uma empresa com a designação "Companhia Industrial e Agrícola Portuense", estabelecendo-se uma fábrica de algodão e linho e outra de moagem de cereais nas margens do rio Ave, nos lugares de Formariz e Retorta, em Vila do Conde.
Assim, em 1878 iniciaram-se os trabalhos de tecelagem desta fábrica com apenas oito teares de diferentes sistemas, chegando aos trinta e quatro teares mecânicos e seis manuais, em 1887. A energia necessária ao accionamento da fábrica provinha da utilização de uma roda hidráulica quando o caudal do rio assim o permitia, e uma máquina a vapor vertical na estiagem.
Apesar do aumento do número de teares, a Companhia atravessou sempre enormes dificuldades financeiras, nunca se tendo chegado sequer a instalar a secção de fiação.
Como sequência da permanente crise em que vivia, foi apresentado um projecto de reorganização e cessada a sua existência, passando todo o seu património a integrar uma nova empresa denominada "Companhia Rio Ave".
Foi assim que principiou, em 1888 uma nova era para a antiga Companhia que tinha como finalidade definida pelos novos estatutos a fiação, torcedura, tecelagem, branqueação e tinturaria.
Apesar de algumas vicissitudes, como o violento incêndio que deflagrou e destruiu toda a oficina de fiação, em 1899, levando à necessidade de parar a laboração durante um ano, a empresa não parou de prosperar, empregando naquela data 300 operários. Participando com distinção nas grandes exposições industiais da época, consegue colocar quase toda a sua produção no mercado interno, exportando o excedente para Luanda e Benguela, em África. A este desejado sucesso, não será alheia a sua excelente localização geográfica, próxima da barra de Vila do Conde e distando apenas 900 metros da estação de caminho de ferro.
Em 1910, o maquinismo que tem instalado é do mais moderno, movido por uma máquina a vapor da força de 400 cavalos e alimentada por duas caldeiras tipo Lancashire.
Segundo o "Boletim do Trabalho Industrial", em 1911 faz parte da lista de fábricas com melhores condições higiénicas e fabris. Também é considerada uma das que no país mais atenção e desvelo tem dedicado ao bem dos seus operários, possuindo uma cooperativa de consumo para venda dos principais géneros alimentares, escola primária para ambos os sexos, creche, escola de música e ensino profissional para os seus operários, caixa (gratuita) de socorros médicos e farmacêuticos devidamente organizada, um corpo de bombeiros e habitação social. Para tal, aproveitou e adaptou a 10 habitações a antiga fábrica de moagens que possuía em frente à fábrica, na margem oposta do rio Ave, arrendando-as por 800 réis mensais.
Assim, podemos afirmar que a Companhia Rio Ave, tendo sido a primeira indústria têxtil de Vila do Conde, foi pioneira nas preocupações sociais com os seus funcionários, tendo um papel importante no processo da industrialização da região da Bacia do Ave.
A Companhia Rio Ave fechou portas no dia 27 de Maio de 1972.
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FONTE - Dr. LILIANA PEREIRA ( arqueóloga )

10 novembro, 2009

PELO RIO
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NOS ANOS CINQUENTA.
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Era belíssima esta lancha, e por esta altura também se chamava a este tipo de embarcação - barco - automóvel - talvez porque tivesse um volante e um painel de instrumentos, que fizesse lembrar um carro.
Esta, pertencia a Eduardo Pinto, e as duas primeiras fotos foram "roubadas" do blogue de seu filho, José Rui, e cujo endereço é: http://eduardoppinto.blogspot.com/ e que é digno de ser visitado, pois ficam a conhecer um homem, que eu muito estimei, e que para o próximo ano completaria cem anos.
A última foto, andava por aqui nas minhas gavetas, mas eu não recordava que barco seria (embora já há bastante tempo tenha publicado imagens deste barco, em seco, e no estaleiro do Samuel), mas posso vos acrecentar que era realmente muito belo.
De baptismo era o "MARIA HELENA", mas a marca de fabrico era "HIGGINS", e mais, foi neste barco, há mais de cinquenta anos, que pela primeira vez eu "andei" no mar. O Sr. Eduardo Pinto, eu, e um seu filho da minha idade.
Duas particularidades, que não devo deixar de acrescentar, a parte de cima do barco era em madeira e envernizada, e o motor era dentro da própria embarcação, e, podem crer, hoje embelezaria o rio.

09 novembro, 2009

O VELHO CAMPO DA AVENIDA.
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Não será saudosismo, mas antes uma recordação dos tempos que se jogava pelo amor á camisola.
Penso identificar na primeira foto, o MOREIRA, também conhecido pelo "LARGUINHO", que antes de pertencer ao Rio Ave, tinha sido jogador do Sporting, com o número 11.
Poucas vezes fui a este local, às vezes ia , creio que aos domingos de manhã, ver os treinos, e das poucas vezes que terei assistido a jogos, a recordação mais forte é quando o "CHICO POLÍCIA", tinha os seus "apartes", e nos incitava a .... bom, deverão se lembrar do quê.
Aqui, numa zona acimentada do recinto do terreno onde estava o campo do futebol, também se jogou hóquei, e isso sim, recordo com mais intensidade.
Assim sendo, e tal como no jogo de ontem, ficamos empatados, pois creio que grande parte dos adeptos do Rio Ave, disto não se lembrarão.

06 novembro, 2009

SAUDOSISMOS


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Para os mais novos, este lugar será irreconhecível, mas para os que viram muitas corridas (quero dizer; que viveram muitos Verões e Invernos), penso que trará alguma saudade.
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NOTA - Não posso publicar só fotografias de barcos, pois terei de agradar a todos. :)


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05 novembro, 2009

CORREIO DA POLÓNIA.
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Boas José.
Pôs-me a sorrir imenso com a foto da traineira à vela que publicou, vinda do A.Carmo. É uma alegria encontrar estas raridades.
Mando-lhe uma imagem da traineira de Vila do Conde dos anos 50, no caso de entender publicá-la um dia. Falei com o A.Carmo sobre ela quando estive com ele o ano passado e nem imagina a minha surpresa quando vi todo o plano da traineira (que possuo) emoldurado na parede da sua loja das bicicletas. A traineira que tanto me fascinava, afinal tinha sido desenhada por ele para a publicação. Coincidências fantásticas.
Está já imenso frio por estes lados.
Um abraço,
A.Fangueiro
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R : Nós, os vilacondenses, também lhe mandamos um abraço.

04 novembro, 2009


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PAISAGEM E PATRIMÓNIO LIGADO Á ÁGUA.
UMA PERSPECTIVA DO RIO AVE NO INÍCIO DO SÉC XX.
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1904
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Colocação de barracas de banho para os reclusos junto ao rio Ave entre o Açude das Azenhas e a ponte de caminho de ferro - Porto-Póvoa de Varzim.
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Observação - Será que existe alguma ligação entre este texto e imagem (desenho), e a fotografia que vemos abaixo ?
Claro que não sei, mas .... tudo indica que sim.
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Villa do Conde - Banhos do rio.
Cliché de F. Cerqueira.

03 novembro, 2009


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Este fim de semana, vi alguns veleiros nas águas do Ave, mas nenhum tão belo quanto este.
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02 novembro, 2009

UM QUADRO DE M. ADRIANO.
. Um amigo do "Carioca da Vila" teve a gentileza de me enviar esta fotocópia do quadro de M. Adriano, e do qual já aqui vos falamos, quando mostrei um outro que o julgava perdido.
Este, é o que FARIA CORREIA no jornal CORREIO DA JUNQUEIRA de 2002 se refere, e diz que estava no edifício da antiga Casa dos Pescadores, no cotovelo das escadas que ligam o rés do chão ao primeiro andar.
Tal como ele relata, aqui o vemos, e realmente bastante danificado, mas esperemos um dia o vermos recuperado e num lugar digno, para perpetuarmos na nossa memória estes homens do mar, aos quais Vila do Conde tanto lhes deve.
Por curiosidade, fiz uma ampliação da imagem e consegui ler a matrícula do barco, que é : V.C.296.Y, e o quadro está datado de 1942.

30 outubro, 2009

A BERLINDA
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QUE PODE VER NO CENTRO DE MEMÓRIA.
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"Berlinda", é uma carruagem leve e rápida de finais do séc XVII, princípios de XVIII.
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Vou contar-vos como aparece aqui, na Casa do Conselheiro Faria, hoje Centro de Memória, esta carruagem :
Ela pertencia à Casa da Praça na Azurara, cujo proprietário era Aloísio Guimarães Negrão que comprou a seu irmão Aires Guimarães Negrão, no séc XIX.
Mais tarde, pelos anos 50/60 do séc XX, a esposa de Aloísio Guimarães, Margarida Laura Ferreira Serra Negrão, doou a "Berlinda" á Câmara de Vila do Conde, e, hoje, depois de um longo e belo restauro, podemos vê-la numa também belíssima Casa, o CENTRO DE MEMÓRIA.



29 outubro, 2009

A PRAÇA DE S. JOÃO
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COMO EU A RECORDO NOS ANOS CINQUENTA.

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Tinha estes estreitos espaços ajardinados, e tal como hoje, o piso da Praça era mais elevado, e por isso, estes pequenos jardins inclinados. Por aqui brinquei durante largos anos.

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Quanto a esta última fotografia, quero dedicá-la ao Bruno, e dizer-lhe que ela foi tirada da casa do seu avô Pinto (Eduardo Pereira Pinto) com a minha primeira máquina fotográfica, que mais não era do que um pequeno "caixote" de plástico, mas dizia-me o Carlos Adriano que tive sorte, pois a lente era muito razoável.
Repara , Bruno, que no canto superior esquerdo, ainda se vê a parte de cima do corêto, e quanto ao "atleta"fotografado, fica em segredo entre nós, pois ninguém acreditaria, que ele cresceu "tanto".
E acaba aqui a série de fotos relativas à Praça de S. João, pois quero guardar algumas para acompanhar alguma publicação que me apareça.

28 outubro, 2009

ANOS MAIS TARDE
. UM NOVO DIA DE FEIRA , agora com o Mercado já construído, mas ainda com a azáfama na zona da Praça, tal como nos dias de hoje.
Coloquei aqui estas duas fotos , em quase tudo idênticas , menos o " REGISTADO ", que não sei a razão, mas o facto é que na outra houve o "cuidado" de fazer desaparecer tal identificação.


26 outubro, 2009

DIA DE FEIRA

Villa do Conde - UM RECANTO DO MERCADO - cliché de J. Adriano.
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Será certamente um dia de feira em Vila do Conde, ainda na Praça de S. João, e na esquina da rua D.Luiz I, com a rua de S. João.
Já se vê o gradeamento que separa a Praça, do mercado, e começam a aparecer as primeiras barracas que mais tarde separarão físicamente, a Praça de S. João do Mercado Duarte Pacheco.
As casas que vemos do lado direito, estão na rua D. Luiz I, portanto , na rua que ladeia o mercado.
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