08 junho, 2009

PAINEL DE AZULEJOS.
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Todos sabemos onde ver este belíssimo painel de azulejos, das Fábricas Aleluia de Aveiro.
Um pouco escondido, na Azurara, (junto da fonte) antes da descida que precede a entrada na ponte, que dá acesso a Vila do Conde.
Poucos conhecerão em detalhe, o que ali se encontra representado, e quase todos ainda, são pontos obrigatórios de visita para os forasteiros.
Seria interessante, um dia, ver o painel recuperado, pois já mostra bons sinais de degradação.
Bom, ... mas não quero ir por aqui, pois o "Carioca" assemelhar-se-ia a um programa televisivo, que passa diáriamente num dos nossos canais.
Mas que temos coisas lindas, lá isso é verdade, e que também mereciam melhor sorte, também o é!

07 junho, 2009

Já viu estes azulejos!!!!Recorda-se? ... e onde?

05 junho, 2009

(Fotografia tirada por Bernardino em 1937)
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1938 - Depois das obras de restauração levadas a efeito pela Direcçâo Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, é benzida solenemente pelo Snr. Arcebispo de Braga, e reaberta ao público, a Igreja de St. Clara.
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FONTE - RENOVAÇÃO.
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Concluo portanto, que por esta altura da toma da fotografia, as obras na igreja já estariam na parte final, embora faltasse ainda algum tempo, pelo que se vê na foto , para o mesmo acontecer ao edifício de St. Clara.
É bom, ter sempre algumas fotografias bem datadas, pois ajuda bastante quando se pretende datar outras, ou porque não se sabe em absoluto, ou porque nem referências existem.

03 junho, 2009


ONDE SERÁ ?
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Atendendo à topografia do terreno, penso tratar-se do monte Sant´Ana, reparem na pequena capela, embora não se vendo todos os contornos, e vejam também a encruzilhada de caminhos, faltando sómente a rua que actualmente desce para a rua das Azenhas.
Que vos parece?
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(trata-se de outra foto obtida por Bernardino, avô de Paulo, que faz o favor de me ir enviando estas relíquias de 1937)
Os trabalhos já começaram por esta gente quase anónima, mas fazem-no por amor e para gáudio de todos nós.
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OBRIGADO.
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(fotos tiradas por C.Manuel, talvez por ocasião da última procissão)

01 junho, 2009

CONVENTO DOS CAPUCHOS OU DA ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO, na freguesia de Azurara.





... Em relação à data da fundação do convento, a única certeza é da sua existência em 1518. Mais tarde veio a sofrer uma série de intervenções, nomeadamente o acrescento de novas celas. Em1834, também não escapou à fúria do "mata frades" e foi para hasta pública, tendo sido adquirido por um particular. O edifício do convento tem sofrido algumas modificações, incluindo uma torre, (a Torre do Monteiro) proveniente de uma casa de Vila do Conde, da mesma família. Mais tarde, a torre sofreu um acréscimo com semelhanças com a Torre Eiffel, que passou a ser uma referência para a navegação na costa. Há quem diga que tenha sido um guia, mas há também quem defenda que tenha sido causa de alguns encalhamentos. Certo é que o acrescento acabou por ser demolido.
Quanto à igreja, a sua padroeira é Nossa Senhora dos Anjos e não S. Francisco de Assis, como era suposto ser.
Nos últimos anos, o templo tem sido alvo de muitas obras de conservação e restauro, com destaque para o altar com relicários e para a recuperação do fantástico cadeiral no coro. Mas os responsáveis aspiram por outras intervenções.
A festa de S.Donato é especialmente concorrida pelos pescadores de Vila do Conde e não só.
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FONTE- DIÁRIO DO MINHO (extrato)
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NOTA- Pelas fotografias , demonstro que o acréscimo á semelhança da Torre Eiffel, terá vindo dos quintais onde hoje é a Praça JOSÉ RÉGIO, e talvez logo nas traseiras onde hoje reside a família do Sr. José Félix, mas para provar que a Torre (como diz o texto), terá vindo do mesmo local, terei que procurar as pessoas certas , para obter respostas concretas e exactas.
OU SERÁ QUE O QUE VEMOS NESSES QUINTAIS, SÃO A TORRE E O ACRÉSCIMO?

29 maio, 2009

FOTOGRAFIA INÉDITA Mais uma foto tirada por Bernardino Gonçalves Martins, avô de Paulo, (que fez o favor de me enviar esta relíquia) no ano de 1937. Já aqui nos referimos a este vilacondense, de Touguinhó, e que emigrou para o Brasil no começo do século XX.
Inédita porquê? Para nós, vilacondenses, deverá ser, pois esta fotografia esteve guardada no Brasil, numa qualquer gaveta, desde 1937, portanto, há mais de setenta anos.
E é linda,... não fosse ela referente ao meu tema favorito, o Rio.

27 maio, 2009

O RIO AVE.

O rio Ave, quem trata bem dele é o Dr. Luís Costa Maia, no seu livro Pelo Ave. O nosso rio Ave era tão bonito, tão puro, que até se via a areia no fundo. Eu nunca aprendi a nadar (nunca fui peixinho de nadar...), mas lembro-me de rapazes do meu tempo que nadavam bem, e a gente, quando havia as marés vivas (a maré vinha muito acima), e a gente olhava, via a areia! Era a pureza do rio Ave ... E hoje é aquilo que nós sabemos: o rio Ave está cheio de impurezas. É a poluição ...

Eu lembro-me ainda dos navios á vela virem, pela nossa barra, rio acima, descarregar o bacalhau para as secas, as seiras de figos para as mercearias, o sal de Aveiro, e a cal para os fornos de Bagunte e de Macieira. Ainda me lembro disso... A descarga, a profundidade, o calado do nosso rio, permitia que esses barcos entrassem aqui.

Ah! Mas ainda sobre o rio ... A minha mãe falava que o rio Ave subia para a Rua 5 de Outubro (também lhe chamavam Rua Dom Luís), era um canal que entrava pelo sítio onde hoje é a Praça da República. E que naquele canal chegavam a aparecer lampreias ... E os pescadores do alto de Santo Amaro vinham ali pescar peixes!

FONTE- AS MEMÓRIAS DE ARTUR DO BONFIM.


25 maio, 2009

(foto já publicada em 20-5-2009) Com a ajuda do leitor Afonso Henriques, consegui o contacto com o Paulo, que foi a pessoa que editou esta foto no seu blog, e que é neto do dono deste automóvel, que circulava no coração de Vila do Conde em 1937.
E ás perguntas que lhe fiz, respondeu-me ele:
A fotografia foi tirada por Bernardino Gonçalves Martins, que nasceu em Touguinhó e migrou para o Rio de Janeiro ainda na infância, no começo do século XX.
Diz ainda, que a foto foi tirada em 1937, e que seu avô vinha diversas vezes a Portugal e que até à morte carregou um carinho especial pela Terra em que nasceu.
O carro que se vê, pertence ao avô de Paulo, e ostenta a placa US, pois o senhor viajava com frequência aos Estados Unidos em negócios e comprava sempre um carro que o acompanhava na viagem, e depois levava-o para o Brasil.
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Nesta troca de "correspondência", ele enviou-me mais esta, julgando tratar-se de Vila do Conde, mas fácilmente, nós , vilacondenses, a identificamos como sendo da Póvoa de Varzim.
(Mas , curiosamente, eu não sabia que neste edifício já tinha existido um hotel)
E, para que ele pudesse mostrar aos restantes familiares por onde tinha andado seu avô,( na actualidade) tirei esta foto, mostrada por último.


22 maio, 2009

TELEFONES

AS MEMÓRIAS DE ARTUR DO BONFIM.
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Telefones funcionaram em vários edifícios, aqui na Vila. Instalaram-se, no ano de 1928, na casa dos Pizarros Monteiros, na rua da Costa. Era ministro do Comércio o Dr. Antunes Guimarães que, juntamente com o coronel Alberto Graça, comandante da 1*Região Militar, veio cá tratar do assunto em que muito se empenhou a Associação Comercial de Vila do Conde.
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UMA CURIOSIDADE.
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Como repararam, em cima mostro um cartão de uma casa comercial que pertencia a meu avô, e que foi inaugurada nesta rua em 1938, com o telefone n*9. É curioso saber, que a fábrica Rio Ave, tinha o n*1. Mas , antes de meu avô se ter estabelecido nesta rua, teve outra casa onde foi posteriormente a pastelaria do Sr. Marques (os mais velhos recordar-se- ão), e actualmente é a pastelaria Santa Clara. Por esta altura, essa pastelaria de meu avô já tinha o telefone com o número 9, mas antes, quando era necessário o uso do telefone, a casa comercial servia-se do telefone da mercearia de João da Costa Torres, um grande comerciante da época, e cuja casa era em frente. (onde hoje continua a haver uma mercearia com o nome Supermercado da Praça. )

21 maio, 2009

VILA DO CONDE
Procissão do Corpo de Deus
11 Junho 2009
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A Procissão do Corpo de Deus, a mais antiga realizada em Vila do Conde e um dos maiores cartazes turísticos da cidade, realiza-se de quatro em quatro anos.
As principais ruas do núcleo antigo da cidade - cerca de 3 quilómetros - são cobertas por tapetes de flores naturais feitos pelos moradores que, quando calcados, emanam um perfume que invade toda a cidade.

20 maio, 2009

COINCIDÊNCIA

Ontem, foi publicado aqui, uma fotografia aérea da Av. Coronel Alberto Graça, antes do nosso CINE-NEIVA, se ter lá instalado. Tenho velhas fotos do cinema já concluído, e algumas das actuais obras lá realizadas e que culminarão com o novo Teatro. Mas, ontem, procurando na rede de computadores, encontrei esta foto ( da construção do nosso cinema) em diversos locais, não sabendo assim, quem a publicou inicialmente, e que eu desconhecia , mas "encaixa" aqui perfeitamente, pois assim fará a ligação , com as que irei publicar lá mais para diante.
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São muito raras as fotos antigas de Vila do Conde que aqui são exibidas, que não pertençam ao lote das que vos tenho mostrado.Mas esta desconhecia totalmente, "os meus olhos nunca lhe passaram por cima", senão recordá-la-ia.
Mas é excelente, pois é tirada de um ângulo invulgar e mostrando assim aspectos da Praça de S.João, raramente vistos em fotografia ou postais.
( Ontem tive sorte, encontrando na "internet", dois aspectos de Vila do Conde que eu desconhecia )

18 maio, 2009

ERA ASSIM ...

... a Av. Coronel Alberto Graça ( hoje, João Canavarro) , antes de lá ter chegado o CINE-TEATRO-NEIVA.
Como o nosso velho cinema foi inaugurado em 1947, e dado o tempo necessário, na época, para tal empreendimento se concluir, dataria esta fotografia da alvorada dos anos quarenta.
Deverá ser uma toma aérea, pois creio que nesta época embora havendo excelentes lentes fotográficas, não sei se executariam tanta aproximação.
Bom... mas aqui, o que é digno de nota, é observarmos em boa parte da sua extenção esta artéria da nossa terra, que por estes anos, ainda era nova. E, nela podemos ver, a antiga "casa do Canavarro", os antigos Bombeiros, e ainda a casa dos Magistrados, e, claro, todo aquele vastíssimo terreno, à espera dos anos setenta para a criação de uma nova (?) Vila do Conde.

15 maio, 2009

IGREJA ROMÂNICA DE RIO MAU

A igreja antes de lhe ser tirada a torre sineira.
Foto tirada no dia 9 de Maio , aquando de uma visita promovida pelo ATENEU de Vila do Conde, e na qual tivemos como guia, a Senhora Dr.a Rosa Maria Tristão, que nos elucidou sobre a textura artística da igreja de Rio Mau.


Decoração exterior do tímpano da porta principal

Capela - mor.
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Breve história:
A IGREJA ROMÂNICA DE S. CRISTÓVÃO DE RIO MAU, na Arquidiocese de Braga, Vila do Conde.
"Recorde-se que em termos administrativos, Vila do Conde pertence ao distrito do porto, mas em termos religiosos, está dividido pelo rio Ave, entre a Arquidiocese de Braga e a Diocese do Porto.
O templo actual será uma reconstrução iniciada em 1151, de uma outra igreja anterior, pertencente a um pequeno mosteiro da Ordem de Santo Agostinho que lá existia.
A igreja antiga de Rio Mau é pequena em tamanho, mas de extraordinária riqueza decorativa na arte românica.
No exterior, as três portas dão nas vistas: são três peças românicas de grande valor artístico, com destaque para a principal, cujo tímpano é decorado de um lado e do outro. A lateral Norte também prende a atenção do visitante.
A julgar pelos elogios, através de escritos antigos, pensa-se que parte da decoração do portal Sul terá sido destruída. Alguns cachorros são bastante curiosos.
No interior, os dois capitéis no arco cruzeiro são fantásticos, artística e simbolicamente, não faltando os símbolos apotropaicos, para afastar o mal, numa clara mistura com o paganismo. A capela - mor é o verdadeiro nicho de arte. É lá que está que está uma inscrição que mostra a antiguidade da igreja e a devoção a S.Cristóvão.
O pároco, padre Domingos Novais, com 84 anos, 51 dos quais dedicados à igreja não esconde o orgulho e carinho por um templo visitado e estudado por nacionais e estrangeiros."
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Este texto é um extrato do publicado no DIÁRIO DO MINHO.



13 maio, 2009

ILUMINAÇÃO


" Nas casas, usava-se a candeia de azeite e óleo de sardinha. Mais tarde, veio o gasómetro e o petróleo. Nas ruas, a iluminação pública era com os candeeiros a acetileno e carboreto que, ao cair da noite, os funcionários da Câmara vinham acender com ajuda de uma escada para subir ao lampião. Ficou famoso, nessa tarefa quotidiana, o Agonia Xolim. No tempo do " Mansinho " , começou a electificação da Vila. "
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em AS MEMÓRIAS DE ARTUR DO BONFIM.