25 maio, 2009

(foto já publicada em 20-5-2009) Com a ajuda do leitor Afonso Henriques, consegui o contacto com o Paulo, que foi a pessoa que editou esta foto no seu blog, e que é neto do dono deste automóvel, que circulava no coração de Vila do Conde em 1937.
E ás perguntas que lhe fiz, respondeu-me ele:
A fotografia foi tirada por Bernardino Gonçalves Martins, que nasceu em Touguinhó e migrou para o Rio de Janeiro ainda na infância, no começo do século XX.
Diz ainda, que a foto foi tirada em 1937, e que seu avô vinha diversas vezes a Portugal e que até à morte carregou um carinho especial pela Terra em que nasceu.
O carro que se vê, pertence ao avô de Paulo, e ostenta a placa US, pois o senhor viajava com frequência aos Estados Unidos em negócios e comprava sempre um carro que o acompanhava na viagem, e depois levava-o para o Brasil.
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Nesta troca de "correspondência", ele enviou-me mais esta, julgando tratar-se de Vila do Conde, mas fácilmente, nós , vilacondenses, a identificamos como sendo da Póvoa de Varzim.
(Mas , curiosamente, eu não sabia que neste edifício já tinha existido um hotel)
E, para que ele pudesse mostrar aos restantes familiares por onde tinha andado seu avô,( na actualidade) tirei esta foto, mostrada por último.


22 maio, 2009

TELEFONES

AS MEMÓRIAS DE ARTUR DO BONFIM.
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Telefones funcionaram em vários edifícios, aqui na Vila. Instalaram-se, no ano de 1928, na casa dos Pizarros Monteiros, na rua da Costa. Era ministro do Comércio o Dr. Antunes Guimarães que, juntamente com o coronel Alberto Graça, comandante da 1*Região Militar, veio cá tratar do assunto em que muito se empenhou a Associação Comercial de Vila do Conde.
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UMA CURIOSIDADE.
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Como repararam, em cima mostro um cartão de uma casa comercial que pertencia a meu avô, e que foi inaugurada nesta rua em 1938, com o telefone n*9. É curioso saber, que a fábrica Rio Ave, tinha o n*1. Mas , antes de meu avô se ter estabelecido nesta rua, teve outra casa onde foi posteriormente a pastelaria do Sr. Marques (os mais velhos recordar-se- ão), e actualmente é a pastelaria Santa Clara. Por esta altura, essa pastelaria de meu avô já tinha o telefone com o número 9, mas antes, quando era necessário o uso do telefone, a casa comercial servia-se do telefone da mercearia de João da Costa Torres, um grande comerciante da época, e cuja casa era em frente. (onde hoje continua a haver uma mercearia com o nome Supermercado da Praça. )

21 maio, 2009

VILA DO CONDE
Procissão do Corpo de Deus
11 Junho 2009
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A Procissão do Corpo de Deus, a mais antiga realizada em Vila do Conde e um dos maiores cartazes turísticos da cidade, realiza-se de quatro em quatro anos.
As principais ruas do núcleo antigo da cidade - cerca de 3 quilómetros - são cobertas por tapetes de flores naturais feitos pelos moradores que, quando calcados, emanam um perfume que invade toda a cidade.

20 maio, 2009

COINCIDÊNCIA

Ontem, foi publicado aqui, uma fotografia aérea da Av. Coronel Alberto Graça, antes do nosso CINE-NEIVA, se ter lá instalado. Tenho velhas fotos do cinema já concluído, e algumas das actuais obras lá realizadas e que culminarão com o novo Teatro. Mas, ontem, procurando na rede de computadores, encontrei esta foto ( da construção do nosso cinema) em diversos locais, não sabendo assim, quem a publicou inicialmente, e que eu desconhecia , mas "encaixa" aqui perfeitamente, pois assim fará a ligação , com as que irei publicar lá mais para diante.
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São muito raras as fotos antigas de Vila do Conde que aqui são exibidas, que não pertençam ao lote das que vos tenho mostrado.Mas esta desconhecia totalmente, "os meus olhos nunca lhe passaram por cima", senão recordá-la-ia.
Mas é excelente, pois é tirada de um ângulo invulgar e mostrando assim aspectos da Praça de S.João, raramente vistos em fotografia ou postais.
( Ontem tive sorte, encontrando na "internet", dois aspectos de Vila do Conde que eu desconhecia )

18 maio, 2009

ERA ASSIM ...

... a Av. Coronel Alberto Graça ( hoje, João Canavarro) , antes de lá ter chegado o CINE-TEATRO-NEIVA.
Como o nosso velho cinema foi inaugurado em 1947, e dado o tempo necessário, na época, para tal empreendimento se concluir, dataria esta fotografia da alvorada dos anos quarenta.
Deverá ser uma toma aérea, pois creio que nesta época embora havendo excelentes lentes fotográficas, não sei se executariam tanta aproximação.
Bom... mas aqui, o que é digno de nota, é observarmos em boa parte da sua extenção esta artéria da nossa terra, que por estes anos, ainda era nova. E, nela podemos ver, a antiga "casa do Canavarro", os antigos Bombeiros, e ainda a casa dos Magistrados, e, claro, todo aquele vastíssimo terreno, à espera dos anos setenta para a criação de uma nova (?) Vila do Conde.

15 maio, 2009

IGREJA ROMÂNICA DE RIO MAU

A igreja antes de lhe ser tirada a torre sineira.
Foto tirada no dia 9 de Maio , aquando de uma visita promovida pelo ATENEU de Vila do Conde, e na qual tivemos como guia, a Senhora Dr.a Rosa Maria Tristão, que nos elucidou sobre a textura artística da igreja de Rio Mau.


Decoração exterior do tímpano da porta principal

Capela - mor.
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Breve história:
A IGREJA ROMÂNICA DE S. CRISTÓVÃO DE RIO MAU, na Arquidiocese de Braga, Vila do Conde.
"Recorde-se que em termos administrativos, Vila do Conde pertence ao distrito do porto, mas em termos religiosos, está dividido pelo rio Ave, entre a Arquidiocese de Braga e a Diocese do Porto.
O templo actual será uma reconstrução iniciada em 1151, de uma outra igreja anterior, pertencente a um pequeno mosteiro da Ordem de Santo Agostinho que lá existia.
A igreja antiga de Rio Mau é pequena em tamanho, mas de extraordinária riqueza decorativa na arte românica.
No exterior, as três portas dão nas vistas: são três peças românicas de grande valor artístico, com destaque para a principal, cujo tímpano é decorado de um lado e do outro. A lateral Norte também prende a atenção do visitante.
A julgar pelos elogios, através de escritos antigos, pensa-se que parte da decoração do portal Sul terá sido destruída. Alguns cachorros são bastante curiosos.
No interior, os dois capitéis no arco cruzeiro são fantásticos, artística e simbolicamente, não faltando os símbolos apotropaicos, para afastar o mal, numa clara mistura com o paganismo. A capela - mor é o verdadeiro nicho de arte. É lá que está que está uma inscrição que mostra a antiguidade da igreja e a devoção a S.Cristóvão.
O pároco, padre Domingos Novais, com 84 anos, 51 dos quais dedicados à igreja não esconde o orgulho e carinho por um templo visitado e estudado por nacionais e estrangeiros."
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Este texto é um extrato do publicado no DIÁRIO DO MINHO.



13 maio, 2009

ILUMINAÇÃO


" Nas casas, usava-se a candeia de azeite e óleo de sardinha. Mais tarde, veio o gasómetro e o petróleo. Nas ruas, a iluminação pública era com os candeeiros a acetileno e carboreto que, ao cair da noite, os funcionários da Câmara vinham acender com ajuda de uma escada para subir ao lampião. Ficou famoso, nessa tarefa quotidiana, o Agonia Xolim. No tempo do " Mansinho " , começou a electificação da Vila. "
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em AS MEMÓRIAS DE ARTUR DO BONFIM.

11 maio, 2009

= MEMÓRIA =


DE RELANCE PARECE ACTUAL, mas olhando mais atentamente, verificaremos que os anos passaram.

Clique na imagem para a ver aumentada.

Posted by Picasa

08 maio, 2009

RECORDAR É VIVER ...

Vou "casar" estas belíssimas fotos das Caxinas, que o A.Carmo fez o favor de me emprestar, com um extrato do livro recentemente publicado pelo Ateneu, com o título - AS MEMÓRIAS DE ARTUR DO BONFIM. -
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"As Caxinas e a Poça da Barca eram, então, meia dúzia de casas no vasto areal, a seguir à Cova da Andorinha, com terrenos aforados e baldios municipais, de habitantes trabalhadores, gente da pesca, do pilado e do sargaço, boa gente de Vila do Conde."
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NOTA- É de reparar na primeira foto, a antiga igreja das Caxinas, e o posto de Socorros a Náufragos.

06 maio, 2009

A ESPAÇOS



VILA DO CONDE, tem nova roupagem.
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A primeira fotografia, foi tirada por ocasião das cheias de Abril de 1962, e a segunda há dias atrás.
Procurei o mesmo ângulo, ... coisa impossível, como podemos ver. Penso que às vezes, não damos conta das profundas alterações que Vila do Conde sofreu nestas últimas décadas, mas no meu olhar contínuo por velhas fotografias, é fácil constatar isto mesmo.

04 maio, 2009

A REPRESA


Esta última foto, que me foi cedida por A.Carmo, mostra-nos um dos muitos arranjos que o nosso açude sofreu ao longo dos anos, dois dos quais ainda há pouco tempo.
Pena é, que esta foto não nos mostre a azenha, mas olhando para as outras duas fotografias, reconhecemos fácilmente o caminho de acesso para o açude, bem como a casa, então já arruinada, por trás da azenha.
É interessante também, ver os meios de que os trabalhadores se serviam para tal serviço.
Esta foto tem também escrito no canto inferior direito - 1937 - , que é também o ano em que se realizou o primeiro circuito internacional de ciclismo.




02 maio, 2009

UM NOVO LIVRO

" A comunicação, agora divulgada nesta obra, provém da extraordinária memória do sr. Artur do Bonfim ( "S. João deu-me uma boa memória") , homem simples, de fé enraizada, conhecedor profundo dos eventos ocorridos, nos últimos três quartéis do séc . XX, em Vila do Conde. Mas de nada serviria a lucidez da sua memória se, no decurso da sua longa vida, a não tivesse alimentado com muito estudo, intenso trabalho e observação cuidada, fontes dos conhecimentos que, neste trabalho, tão cuidadosamente nos transmite.
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A sua actividade jornalística de décadas, a sua vivência religiosa e profissional e a proximidade que o ligava a personalidades e instituiçôes da sua terra, fazem dele figura privilegiada para abordar as diferentes facetas da vida sócio - cultural de Vila do Conde, dos anos trinta aos nossos dias. Isto apesar de, como nos refere na sua comunicação, " eu não passei dos bancos da primária, mas devo muito ao pouco, ou muito, que li, e ao convívio que tive, de lidar com pessoas de uma cultura superior, senão não podia sequer divulgar estas coisas".
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É um comunicador nato. As memórias flúem magistralmente encadeadas, lucidamente esclarecedoras, ternamente encantadoras, dando vida à sua dura vida, contribuindo com subsídios preciosos para a história da terra que o viu nascer. "
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................. in "Prefácio"
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NOTA - Aconselho-vos vivamente a leitura deste livro, é uma autêntica delícia.

29 abril, 2009

BARCOS DA ARTESANAL




As duas primeiras fotos, pertencem a A. Carmo e é curioso notar a data que se vê na de cima, 1961, e no verso da mesma, pode-se ler:
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Barcos da Artesanal em construção com o estaleiro cheio e construídos fora do estaleiro ao lado da estrada.
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Parece que foi ontem, mas os mais novos nunca mais verão semelhante acontecimento.
A última fotografia, tirei-a há poucos dias em Albufeira, e, só aqui tem lugar, porque creio ser uma boa maneira de preservar e mostrar esse património que também é nosso. Estava em construção uma rotunda, e lembraram-se de aí colocar este barco. Penso que não ficaria mal, para os lados das Caxinas, se um dia víssemos algo semelhante, e se houvesse locais disponíveis quase se faria um museu aberto, e aí, tenho a certeza, as pessoas que nos visitassem aplaudiriam.
Desconheço as dificuldades de tal empreendimento, mas que é boa ideia, lá isso é.

27 abril, 2009

A VISITA

Cerca de quinhentos anos depois da vinda do Santo a Vila do Conde -
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- A cerimónia da colocação do relicário com os despojos de D. Nuno Álvares Pereira junto do túmulo de sua filha D. Brites Pereira, que se encontra na Igreja de Santa Clara.
E, dessa época, Março de 1961, também faz parte esta fotografia, em que se vê o nosso conterrâneo, e meu amigo José Guedes, lendo um texto de sua autoria intitulado "Evocação a D. Nuno", cerimónia essa, que teve lugar em Santa Clara.
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As outras pessoas visíveis na foto, são:
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Da esquerda para a direita.
1 - Jornalista /conferencista.
2 - Dr. Mateus, delegado da comarca.
3 - Bento Amorim.
4 - Governador Civil do Porto.
5 - Bispo Auxiliar de Braga.
6 - Presidente da Câmara de Vila do Conde.
7 - Padre Reinaldo Pelayo.


26 abril, 2009

O SANTO CONDESTÁVEL

D. NUNO ÁVARES PEREIRA, ESTEVE EM VILA DO CONDE.
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Vamos remontar aos princípios século XV, mais própriamente às vésperas da conquista de Ceuta. Para acompanhar D. Nuno Álvares Pereira na madureza dos seus cinquenta e quatro anos, a subir do Mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde. Vinha de luto, sofredor travando as lágrimas como à sua condição cumpria, a enterrar a filha Beatriz, unigénita, condessa de Barcelos. Não erraremos muito talvez se virmos o Condestável naquele momento desafortunado a remoer a desilusão da sua derrota política - ele, o « nunca vencido cavaleiro », e a antever para breve a estamenha de frade.
Era Nun´Álvares, naquele tempo - charneira, o símbolo de um mundo velho que estava a acabar. Ou, para usar a imagem de Arnold Toynbee, um leito de agonia e morte onde iria engendrar-se e nascer a vida nova da Modernidade. E o Mosteiro de Santa Clara que recebia o herói não tinha significado muito diferente: porque a esperança do futuro crescia no terreno circundante sobre o qual exercia senhorio. Efectivamente, era então Vila do Conde bastante mais que o espaço monástico erguido no alto do cerro sobranceiro ao rio. De facto, quando o século XV desponta, existe ali, projectado para Norte Poente, um burgo com capacidade de resposta rural e urbana há viragem nacional que vai dilatar a Pátria pelos Algarves d´Álém - mar.
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FONTE - NOVA HISTÓRIA DE VILA DO CONDE - ( A. do Carmo Reis )
...............- extrato -