05 dezembro, 2008

IRRECONHECÍVEL

Os mais novos não reconhecem este lugar. Estamos a dois passos da Estação Aquícola, vendo-se em primeiro plano, a casa do guarda, que por estes anos , era o meu avô Arlindo.
Neste grupo de pessoas vemos alguns jovens, e talvez eu esteja entre eles, pois possuo outras fotos da mesma época, onde eu estou visível.
Mas, o objectivo desta "brincadeira", era mesmo vos confrontar com as diferenças que hoje podemos constatar. No lugar desta imensa "lagoa", hoje vemos em todo o lado esquerdo da rua, uma enorme quantidade de prédios de habitação. Assim se prova , que também para estas bandas, Vila do Conde está a crescer, o que, penso, num futuro próximo, as pessoas ligadas a coisas de História, escreverão acerca da explosão urbanística que em Vila do Conde se verificou desde o 25 de Abril até aos dias de hoje. Claro que, aqui e acolá, existe desacordos...mas a criança está a crescer, e cheia de saúde.
Assim olho VILA DO CONDE.

04 dezembro, 2008

ADIVINHE


A LOCALIZAÇÃO DESTE BARCO !
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Será realmente um exercício difícil este, pois amanhã quando se mostrar a outra parte da fotografia, e se a compararmos com a actualidade, veremos como esta nossa terra cresce.

03 dezembro, 2008

VESTÍGIOS DA PONTE DAS NEVES


Ponte de Pedra ou Ponte das Neves - séc XIX - 1793-1821.
Resistiu 28 anos.
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Já aqui nos referimos a esta ponte, mas encontrei mais uma interessante notícia que dela fala, e porque muito extensa, copiarei algumas partes.
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Transcrito do jornal diário NOVIDADES, e publicado na RENOVAÇÃO em 1943, com o título RESPIGANDO JORNAIS ANTIGOS, copio alguns excertos:
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No dia 15 de Agosto (que seria no ano de 1793) o Ilmo. Francisco de Almada e Mendonça, Moço Fidalgo com exercício da casa de S. Magestade... para dar princípio à ponte, que S. Magestade a rogos dos seus vassalos, mandou construir sôbre o rio Ave, defronte de Vila do Conde e de Azurara...
...fez conduzir sôbre um andor com a imagem de N.Sra das Neves, a primeira pedra com a inscrição gravada em uma chapa de prata.

01 dezembro, 2008

FOLCLORE

GRUPO FOLCLÓRICO DOS PESCADORES DAS CAXINAS E POÇA DA BARCA.
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Edição da Associação Desportiva , Cultural e Recreativa das Cxinas e Poça da Barca. (postal)

PESCADOR BACALHOEIRO















Na primeira foto, mostro uma fotografia tirada pelo Carlos Adriano, não sei se será um pescador bacalhoeiro, mas é certamente um dos muito nossos Homens do Mar.
As seguintes fotos, foram tiradas de uma fantástica revista, que se chama OCEANOS, n-45, e certamente as pessoas que a conhecem, me darão razão quanto à sua excelência.
A última foto, é sómente para vos mostrar em pormenor a bússola que era , ou é, distribuida aos pescadores, (que se pode ver na segunda e terceira fotos) aquando do início da sua faina a bordo dos minúsculos dóris.
Este é um assunto, que melhor não sei abordar, mas é meu intuito sómente, mostrar a coragem dos nossos pescadores.

28 novembro, 2008

- CELEIRO -

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Celeiro da Federação dos Produtores de Trigo.
Foi demolido, e ficava em terreno perto da Estação de Caminho de Ferro.
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Artur Bonfim.

26 novembro, 2008

THEATRO AFFONSO SANCHES

INAUGURADO A 4 DE JULHO DE 1900.
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Theatro Affonso Sanches, cuja pedra angular foi collocada festivamente no dia 18 de Março de 1899 (da qual, aqui no blogue, já fizemos referência) inaugurou-se com grande enthusiasmo no dia 4 de Julho de 1900.
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O edifício, situado na rua Bento de Freitas, tanto interna como externamente está com todas as condições, e como theatro de província póde rivalizar ou exceder os melhores.
O palco é amplo, e foi feito com todos os requesitos precisos, tendo bastante scenario e um bonito panno de bocca, adquiridos n´um dos theatros da cidade do Porto, hoje extincto.
O arco que guarnece a bocca do palco é abatido e de granito, revestido de madeira...
A platea, disposta um pouco em amnphiteatro, é dividida em superior e geral...
As cadeiras estão todas numeradas com numeros pares e impares e são commodas, de braço e movediças.
O theatro é elegante, todo levantado em colunnas, estando muito bem pintado, vendo-se no tecto pinturas allegoricas.
É iluminado a acetylene...
Artistas e companhias dos nossos primeiros theatros de Lisboa e Porto tem vindo a esta villa representar n´este theatro, e teem sido unanimes em elogial-o.
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Breves apontamentos que fiz, ao ler o COMMERCIO DE VILLA DO CONDE de Março de 1907.

24 novembro, 2008

A PONTE DE BETÃO.








COMEÇOU A SER DESMANTELADA A PONTE METÁLICA:
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Construída há 80 anos pelo arquitecto Augusto Barbosa ( morto por uma faísca poucos dias antes da inauguração 26 de Setembro de 1893 ) a ponte metálica que ainda há poucos dias ligava Vila do Conde com Azurara, está a ser desmantelada para no seu lugar se implantar outra em betão armado, e que será a sétima a ligar as duas margens.
Na margem esquerda, entre o nó e o «Alto de Azurara» a E.N. 13 está a passar por beneficiações.
Estão practicamente feitos os cortes que visam uma maior largura e doçura nas curvas. Em breve os trabalhos começarão na margem direita, estando previstos o alargamento da Avenida José Régio, cortes entre esta e a Rua 5 de Outubro, fazendo desaparecer um terreno de gaveto, e também o alargamento do troço norte desta rua à custa dos terrenos do mercado municipal que levará mais um piso para suprir o terreno alienado...
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Excerto do publicado na Renovação em 1974.
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Nota - As fotografias que aqui vemos publicadas, penso retratarem a sequência dos acontecimentos, pena é, que a última esteja em tão mau estado.


21 novembro, 2008

CURIOSIDADES


PRESÍDIO MILITAR.
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... O Castelo, que ainda há poucos anos servia de presídio militar, tendo uma reduzida guarnição composta de alguns reformados do exercito, conforme se lê a pág.44 de OS CASTELOS DE ENTRE DOURO E MINHO, por Humberto Beça, hoje apenas tem um soldado de artilharia, reformado, que é o encarregado pela Camara Municipal de Vila do Conde - a quem o castelo está entregue - de olhar por ele.
Mas olhar pelo quê?
As muralhas estão muito arruinadas, crescem-lhes os cardos, os tojos, as silvas e as hervas;
As casas do governador e do pessoal da guarnição estão a cair;
A capela desapareceu; só restam vestígios;
A porta falsa ou da traição foi tapada a pedra e cal;
A ponte levadiça foi cortada;
Um dos baluartes - o da frente , do lado esquerdo - foi arrazado;
O mastro semafórico para nada hoje serve;
A fortaleza não tem hoje uma só peça de artilharia;
Os fossos, que havia no sopé das muralhas, já hoje não existem.
A corôa, que encimava as armas reais foi mutilada e o castelo está muito soterrado, sendo enorme a acumulação de areias, hervas e entulho que se veem em volta dêle.
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E é este o lamentável estado em que se encontra tão interessante monumento, que bem pode hoje considerar-se - uma simples.
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RECORDAÇÃO DO PASSADO.
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Extrato do publicado na Renovação de 1943, por Eduardo de Campos e Castro (Carcavelos)
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Nota - O indivíduo que vemos na foto, não sei se corresponde àquele, de que o texto nos fala.

19 novembro, 2008

CURIOSIDADES



OS BALUARTES DO CASTELO.
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« ...O Castelo ficou, portanto, construído de pedra e cal, com a forma quadrilateral tendo as muralhas , que o cercam, em cada um dos vértices ou angulos, um baluarte com a respectiva guarita de pedra, abobadada; baluartes que entre si comunicavam por meio de uma platafórma, só numa pequena parte lageada, e à qual dá acesso uma rampa que parte do lado esquerdo da parada ou praça d´armas.
Os baluartes ficaram assim denominados: Os dois voltados à terra - de Santa Bárbara e Santo António, e os voltados ao mar - de São Francisco e São João.
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Obs - Foi curioso saber os nomes dos baluartes, mas igualmente interessante é saber que a construção do castelo foi dedicada a Nossa Senhora da Assunpção: mas actualmente é só conhecida pela invocação de São João Baptista.
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Extrato de um longo texto publicado por Eduardo de Campos de Castro (Carcavelos), no jornal "RENOVAÇÃO" de 1943.

17 novembro, 2008

A RODA DA AZENHA


A AZENHA DE AZURARA.
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...Tinha, não há muitos anos, uma «roda», dando a ideia, a quem para a Azenha olhasse, que a mesma continuava a laborar.
Depois, veio a cheia grande, e a «roda». segundo nos informam, foi rio abaixo, levada na corrente.
A velha Azenha de Azurara ficou, assim, «mutilada», sem interesse. Não haverá para aí uma alma caridosa que ali mande colocar outra «roda» ? ...
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RENOVAÇÃO - anos 60.
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Nota - Felizmente, hoje, já não necessitamos de "almas caridosas", precisamos sim, que as pessoas a quem nós (vilacondenses) delegamos esses cuidados, sobre eles se debruçem.




14 novembro, 2008

CURIOSIDADES


A primeira imagem, é uma ampliação da foto que vemos em segundo lugar. Fiz a aproximação, só para que possam olhar mais atentamente para as chaminés dos barcos. PORQUÊ a numeração? Será que alguém nos pode elucidar?
Quanto á data da toma desta fotografia, eu diria ser nos anos quarenta, atendendo que o Convento de Santa Clara já o vemos como hoje, e que a arborização do monte de Sant´Ana ainda está no início.

12 novembro, 2008

RESPOSTA



O lago que vimos na postagem anterior, era realmente na Estação Aquícola.
Era eu ainda criança, quando começaram as obras do novo escritório (como então diziam), e recordo o lago com os seus belos cisnes, e para embelezar o quadro, não faltavam uns exibicionistas pavôes que sempre andavam por perto. Era linda esta Estação Aquícola de que me recordo.
Mostro estas duas fotos, para que melhor possam localizar o exacto local do antigo lago, pois estava no mesmo sítio do chamado novo escritório.
Toda esta transformação, acontece nos princípios dos anos cinquenta.

11 novembro, 2008

ADIVINHA


CONHECE ?
Onde localiza este local ?
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NOTA - Meu computador esteve com uma "virose", mas nada que uma ida ao "médico", não resolvesse

07 novembro, 2008

A PONTE METÁLICA



A nossa antiga ponte de ferro (ou metálica ), fotografada de ambas as margens.
A primeira foto, poderei datá-la dos anos quarenta / cinquenta, pois nela vemos o velho (KAISER ) antigo carro da nossa praça de táxis.
Datar a segunda foto, é bastante mais difícil, mas é certamente dos anos vinte do século passado, e eu digo difícil porque o pavimento da ponte me está a confundir, parecendo ser de macadame, como era primitivamente, pois só mais tarde levou um tapete betuminoso sobre paralelipípedos de madeira, assim resta-me pensar , que sendo uma velha fotografia, e queimada pelos anos, me faz ver o piso em macadame , o que não será certamente. Assim, e atendendo à publicidade da MOBILOIL, "apontaria" para os anos vinte / trinta.
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Qual a vossa opinião ?