16 março, 2007

PROCISSÃO DE CINZA





A procissão de Cinza, que de ha muito gosa de renome justo, trouxe este anno como, já dissemos, á nossa terra uma affluencia consideravel de forasteiros, constituindo para o commercio local uma optima fonte de receita.
Nem sempre esse commercio tem comprehendido a utilidade de promover e sustentar essas e outras festividades, ainda ha custa de alguns sacrificios que seriam largamente reproductivos de excellentes compensações; e bem pelo contrario, um certo, indesculpavel retrahimento se tem por sua banda affirmado, com prejuiso sensivel doos seus proprios interesses.
A procissão de Cinza deveria realizar-se todos os annos, e ao commercio local e á Companhia do Caminho de Ferro do Porto á Póvoa e Famalicão cabia principalmente o dever de supprir, com um pouco da receita que colhe, a insufficiencia de recursos com que lucta a Ordem Terceira.
A procissão de Cinza merece ser vista, e para que nada perca da sua imponencia, necessario e justo se torna que, os que tem a seu cargo o arranjo de andores, a exemplo do que ainda esta anno fez, por si e com o adjutorio, que sollicitou, de pessoas das suas relações, a ex,ma snr D.Thereza de Freitas Faria, digna proprietaria do conceituado Hotel Central, no lindo andor de Santa Angela.
Isso contribuiria para manter, na justa altura da sua imponencia, um dos mais conhecidos e magestosos prestitos religiosos do norte do paiz, como é sem duvida a nossa procissão de Cinza...

Março de 1910 (ILLUSTRAÇÃO VILLACONDENSE)

14 março, 2007

SONHO DE RÉGIO




...e o sol desmaia na cal
da capela a branquejar
da Senhora do Socorro,
onde sonhei me ir casar...
José Régio

12 março, 2007

ENCANTOS


De qualquer ângulo, a qualquer distância, fotografar Vila do Conde é sempre um encanto.
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10 março, 2007

EÇA VISITA ANTERO

QUANDO ANTERO DE QUENTAL VIVIA NA PRAÇA VELHA

Passaram anos em que não vi Antero, instalado então em Vila do Conde. Sabia que o meu amigo estava quase são, quase sereno. Mas foi uma preciosa surpresa quando, ao fim dessa separação, chegando ao Porto e correndo com Oliveira Martins a Vila do Conde, avistei na estação um Antero gordo, róseo, reflorido, com as lapelas do casaco de alpaca atiradas para trás galhardamente e meneando na mão a grossa bengala da Índia que em Lisboa eu lhe dera para amparar a tristeza e a fadiga. Era uma regressão, quase o antigo Antero coimbrão, mais amadurecido, mais doce: apenas, no lugar da fulva grenha flamante e romãntica, alvejava um sereno começo de calva socrática. Era sobretudo uma ressureição moral, à velha maneira de Lázaro, uma miraculosa saída do túmulo pessimista e das sombras da negação. Findara a luta implacável: o seu grnde coração, enfim, descansava em paz!
Caderno de cultura. (Suplemento do Jornal de Vila do Conde).

08 março, 2007

300 ANOS



FARMÁCIA RAMOS
A farmácia Ramos em Azurara é uma das farmácias mais antigas de Portugal pertencendo sempre á mesma família.
A fundação da "Botica de Azurara" é anterior a 1711. Localizada actualmente junto à ponte sobre o rio Ave (há cerca de 80 anos), funcionava anteriormente na Rua Dr. Américo Silva (antiga rua Direita) no centro do núcleo populacional de Azurara.
Dr. Jorge Manuel Ramos Ruiz.

05 março, 2007

CARAS



Diga-nos quem é ?
Comente.
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03 março, 2007

A PORTUGALIA




A Portugalia, estabelecida ha meia duzia de annos sómente, é a unica fábrica de lapis que existe em Portugal. Foi lançada de um só jacto que lhe fixou as proporções necessarias para o fabrico de muitos milhões d´aquelles pequeninos instrumentos tão indispensaveis às lettras, ao commercio, e á sciencia, ás artes e ás industrias, e que ainda ha bem pouco tempo eram importados do estrangeiro em grande escala.
O principal fundador da Portugalia, seu gerente e tambem seu principal proprietario, é o senhor doutor Figueiredo de Faria que a mandou edificar em terreno seu, defronte da nossa estação ferroviaria.
A Portugalia, dotada dêsde o começo com os mais aperfeiçoados machinismos, trabalhando a mais excellente materia prima, servida por technicos competentíssimos trazidos do estrangeiro, não podia deixar de corresponder à esperançada espectativa de todos aquelles que anceiavam por vêr o lapis nacionalizado, o lapis e muitos objectos de escriptorio, taes como reguas, esquadros, pota-pennas, etc.
E, de facto, se não fôsse a marca da fabrica, quem seria capaz de apartar os seus productos d´aquelles que veem de fóra, d´outros paizes ?
A Portugalia pode hoje concorrer honrosa e dignamente a todos os mercados e a quantas exposições houver no mundo.
Muitas famílias de operarios vivem do trabalho que esta fabrica lhes vem proporciponando........
Mancellos. (ILLUSTRAÇÃO VILLACONDENSE-Janeiro de 1913)

01 março, 2007

LAVADEIRAS NO RIO AVE


QUE SENTIMENTOS ESTAS IMAGENS LHE DESPERTAM?

27 fevereiro, 2007

MEMÓRIAS


Recordações de outros tempos.
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25 fevereiro, 2007

CRUZEIRO

CRUZEIRO DA INDEPENDÊNCIA.
(situado a sul da Sr. da Guia).

Levantado por ocasião da dupla celebração da fundação e restauração de Portugal, em 1940.

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23 fevereiro, 2007

FORTE DE S. JULIÃO DA BARRA


Num artigo do Dr. Costa Maia, publicado no jornal vilacondense «Novo Rumo» de 7-XII-1935, lê-se o seguinte:

«...Muito antes de existir o Castelo de Vila do Conde, muito antes até do condado portucalense, havia o forte de S. Julião da Barra, assente no mesmo patamar nativo, em que se encontrava a Ermida de Nossa Senhora da Guia. Vê-se no adro desta capela, no parapeito do lado nascente, uma barbacã-chamemos-lhe assim-para dali, de muito perto, serem disparados tiros de peça contra embarcações que tentassem forçar a entrada ou a saída da barra...»

Eugénio da Cunha e Freitas, em HISTÓRIA E PATRIMÓNIO.
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21 fevereiro, 2007

CURIOSIDADES


Sobre os penedos que se encontram à beira da Capela da Guia, a SE, mandou construir uma plataforma de cimento armado, para os aficionados da pesca, o falecido Sr. Joaquim Ferreira (de Riba de Ave ) .

Eugénio da Cunha e Freitas, em HISTÓRIA E PATRIMÓNIO.
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19 fevereiro, 2007

CURIOSIDADES



Encontre o erro, e comente.

17 fevereiro, 2007

O CARNAVAL


UMA NOITE DE CARNAVAL NO TEATRO AFONSO SANCHES.

O Carnaval teve já entre nós seus tempos aureos, em que guisalhava pelas ruas, com enthusiasmo e espirito, o seu maillot tintinabulante, enchendo o ar como ruido do seu evohé alegre.
Pelas ruas, e em casas particulares e bailes publicos, exhibiam-se n´esta quadra trages vistosos e extravagantes, allusões pittorescas, cavalgadas de effeito, e no ar cruzavam-se as serpentinas, n´um tiroteio nutrido, choviam os confettis, os jactos perfumados das bisnagas arrancavam gritos irritados e os cartuchos de pós deixavam por toda a parte a sua mancha alvacenta.
Tudo foi passando, e o Carnaval arrasta-se hoje, apelintrado e dissaborido, sem chiste e sem vida, toda a gente recluindo-se n´uma sisudez apavorante.
De vez em quando, no Affonso Sanches, improvisam-se uns bailes, que já não tem todavia, a concorrencia e graça ads antigas reuniões d´esta epocha.
Carnaval de outros tempos, em que a mocidade ainda não tinha morrido, e nem toda a gente julgava incompativel as suas folias estrepitosas com a grave sisudez dos seua cargos, bom Carnaval da mocidade que passou-como nós temos saudades das tuas partidas brejeiras, das tuas alegrias, do teu bello enthusiasmo tolieiro !

ILLUSTRAÇÂO VILLACONDENSE (Fevereiro de 1911).

14 fevereiro, 2007

DIA DOS NAMORADOS


Os namorados....a "fingir".
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